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Apresentação

Já passei dos quarenta. Sou um dinossauro, eu diria, perto dessa molecada que conhece a Internet como se fosse um mundo sem mistérios – e eu nem sou assim tão nó-cego com o mundo virtual.

Bem… Molecada é modo de dizer. Há na cola desses que chamo de molecada (entre vinte e trinta anos) uma outra geração que já está em outra, que lê menos, é mais visual, e uma outra ainda que virá depois desses que sabe-se lá o que serão.

Prefiro me ater aos jovens que logo entram na classe dos trinta e que logo ocuparão cargos de decisão em empresas de comunicação. Esses jovens já possuem vivência suficiente para opinar com argumentos, sem parecer achismo. E estão colocando em prática grandes ideias.

O Catárticos é uma delas.

Juntar dez blogues ou sites num só lugar parece uma ideia meio óbvia, mas olhe para os lados: alguém já conseguiu colocar em prática?

Encontrar boa parte do que você procura em cultura jovem (ou pop) num só lugar, sem muitos cliques, e com informação de qualidade e opinião crítica, é algo raro – ou até mesmo inexistente em português do Brasil. O Catárticos é, pois, essa tentativa que se tornou uma realidade.

Ninguém disse que era impossível, então essa rapaziada foi lá e fez, simples assim. Se vai sobreviver aos mutantes novos tempos, só vamos saber no decorrer. O que vale aqui é a ousadia de tentar algo que nunca foi viabilizado na prática e que se torna uma alternativa sem igual pro leitor com senso crítico, despido de preguiça.

Ou, como diz o próprio site, “aqui mil palavras valem mais do que uma imagem”. Deveria ser sempre assim, em todo lugar que preze a informação.

Para quem já pensa ter visto de tudo, como eu – um dinossauro – essa é uma boa notícia. Dessas virtudes que a juventude tem e que deveriam contagiar o mundo todo: a ousadia de meter as caras e a alegria da esperança de que estão mudando a sociedade. Não sei se estão, mas é tão bom vê-los com essa vontade feroz de tentar. E conseguir.

— Fernando Augusto Lopes, do Floga-se.

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