(Os melhores) Vídeos da Semana – a partir de 24/06/2013

yeah yeah yeahs

Clipes perderam a importância que tinham antigamente? Tocar na TV ainda atrai novos públicos? São perguntas difíceis de responder. Mas ainda é produzida muita coisa interessante e que vale a pena. Se você não conhece algo, é a oportunidade. Então saca os (melhores) vídeos dessa semana:

O Morrissey, vocalista do lendário Smiths, está fazendo 25 anos como artista solo e vai lançar um DVD pra comemorar. O trailer já saiu:

Música pra ver: A história de uma lenda da música independente. Não, não é uma banda.

creation records

Eu gosto de pensar que pelo menos a maioria das pessoas que chegam até aqui é tão apaixonada por música quanto eu. E, por isso, estão sempre interessadas em mergulhar mais e mais nesse universo, seja conhecendo novos sons, seja buscando informações a respeito de fatos que foram importantes pra história e evolução da produção musical. Pois então, nessa seção “Música pra ver”, pretendo contar e indicar documentários e filmes que mostrem um pouco mais desse universo que vai além dos discos e shows.

Pra começar, escolhi um documentário que trata de uma lenda da música independente no Reino Unido e no mundo. Upside Down: The Creation Records Story fala da gravadora encabeçada pelo maluco e estranho Alan McGee, juntamente com Dick Green e Joe Foster, e que foi berço do nascimento de várias importantes bandas dos anos 80 e 90, como Jesus and Mary Chain, Primal Scream, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub, Oasis, Super Furry Animals e outras.

A película conta a história em ordem cronológica desde o nascimento, em 1983, até o encerramento das atividades, em 1999, através de entrevistas com pessoas que participaram da trajetória da gravadora, como músicos, executivos e funcionários. McGee é extensamente entrevistado ao lado de figuras como Bob Gillespie, Jim Reid e Noel Gallagher, os quais contam histórias de bastidores, sobre como funcionava a Creations e como ela foi fundamental para o rock britânico.

O nome do filme vem de uma música do Jesus and Mary Chain, primeiro single da banda lançado pela gravadora e responsável por colocar ambos no mapa da música da Inglaterra. A partir daí são casos que não acabam mais. Para se ter uma ideia, houve uma determinada semana que a Creation possuía três discos seminais nas paradas britânicas: Screamadelica do Primal Scream, Bandwagonesque do Teenage Fanclub e Loveless do My Bloody Valentine. Inclusive McGee nega que esse último, que custou 247 mil libras para ser concluído, tenha sido o responsável por quase quebrar a empresa e obrigar que ela fosse vendida à Sony. Ele diz que não houve apenas um culpado e que outras coisas como grandes gastos com drogas e falta de jeito pra negócios ajudaram.

oasis knewberth

O capítulo dedicado ao Oasis é um dos destaques e se refere à banda como “a última grande do rock”. Tenta explicar como eles explodiram e, ao mesmo tempo, contribuíram amplamente para o fechamento da Creation. Nessa época McGee sofria tanto com as consequências do seu vício em drogas, que inclusive o levaram a um colapso, que não pôde aproveitar algo que sempre sonhara: ter entre seus artistas a maior banda do mundo.

O documentário é informativo e bastante indicado para os fãs do que se fazia em termos de música no Reino Unido nos 80 e 90. É facilmente encontrado em sites de compartilhamento e nas locadoras Bitorrent da vida. Se você é admirador de alguma dessas bandas, não perca tempo e assista tão logo for possível.

 

Upside Down: The Creation Records Story

Diretor Danny O’Connor
Produtor Danny O’Connor
Participações Alan McGee, Dick Green, OasisPrimal Scream, My Bloody Valentine, Ride, Super Furry Animals,Teenage FanclubJesus & Mary Chain
Lançamento
    23 de outubro de 2010(London Film Festival)
Tempo 101 minutes

17º Cultura Inglesa Festival – O show tem que continuar

Foto por Kaue Lima/Discophenia
Foto por Kaue Lima/Discophenia

O 17º Festival da Cultura Inglesa tinha a missão de suceder duas boas edições, que trouxeram gratuitmente bandas como Gang of Four, Blood Red Shoes e Miles Kane em 2011 e The Horrors, We Have Band e Franz Ferdinand em 2012. Na última, inclusive, a procura foi tão grande que gerou uma série de problemas, deixando gente de fora e obrigando a organização a distribuir ingressos antecipadamente nesse ano, a fim de evitar que isso ocorresse novamente.

O local também mudou. O evento deixou o Parque da Independência e passou ao Memorial da América Latina, bem próximo à estação Barra Funda na linha vermelha do metrô. Isso fez com que o acesso fosse simples e a entrada tranquila, sem maiores tumultos. O público presente era bom e o espaço confortável, como sempre deve ser. Lá dentro a organização estava impecável: banheiros em grande quantidade e sem filas, telões com boas imagens e auxiliando quem estivesse mais longe do palco e shows começando pontualmente, com exceção de Kate Nash, iniciado com cerca de 30 minutos de atraso. Balões vermelhos distribuídos ainda davam um toque especial à multidão.

Entre as atrações, as bandas Stay Johnny e Mind the Gap abriram os trabalhos, sendo sucedidas pela escocesa e pouco conhecida The Dark Jokes. Não acompanhei esses shows, mas ouvi elogios às apresentações. Cheguei a tempo de ver o Bonde do Rolê, que tinha a missão de tocar clássicos do The Cure, uma das minhas bandas preferidas. Eles foram escolhidos através de enquete no site da Cultura Inglesa, que também trazia como opção Jair Naves interpretando Joy Division. Essa teria sido uma decisão muito mais sensata, tendo em vista que os curitibanos são, musicalmente, uma piada. Sobre o show, entrevistei uma pessoa do público que, em poucas palavras, conseguiu resumi-lo bem. Veja abaixo no vídeo:

Ainda traumatizado com o que vira, acompanhei a performance do Magic Numbers, penúltima do dia. Com um indie pop feijão-com-arroz, porém bem feito, os ingleses conseguiram segurar bem a plateia e fizeram um show regular do começo ao fim com suas melodias cantaroláveis. Destaque para a baixista, que se movimentava com grande energia enquanto martelava as cordas do seu instrumento sem nenhum remorso. De tempos em tempos o grupo pedia e a galera gentilmente atendia com palmas que marcavam os compassos.

Já quase no fim da apresentação, chamaram ao palco Marcelo Jeneci, caracterizado bizarramente. Com o brasileiro na sanfona, interpretaram You Don’t Know Me, faixa de Caetano Veloso no disco Transa. Passado o momento, os ingleses tocaram mais algumas músicas e deram fim ao bom show. Agora só faltava Nash vir a público e encerrar a noite.

Foto por Kaue Lima/Discophenia
Foto por Kaue Lima/Discophenia

E ela veio pra surpreender alguns que esperavam a boa mocinha que explodiu cantando melodias alegres e letras sobre relacionamentos há alguns anos no Reino Unido. Visivelmente diferente, a inglesa fez de capa uma bandeira do Brasil e iniciou sua performance com duas faixas do seu último e mais agressivo disco. Lançado esse ano, Girl Talk não recebeu muita atenção da imprensa, mas traz uma artista com novas influências e que tenta se livrar da etiqueta de menina bobinha.

Foi nesse clima que o show continuou a mil por hora, com Nash indo diversas vezes de encontro ao público, só tendo diminuído o ritmo nas faixas mais lentas do repertório e nos momentos entre as canções, nos quais a cantora não se cansava de dizer o quão alegre a fazia estar ali. E foi num desses discursos que as lágrimas vieram e ela contou aos presentes sobre a importância que os últimos shows que tinha feito por aqui em 2011 tiveram em sua vida, fazendo-a perceber a influência nociva de pessoas que a rodeavam.

A felicidade era visível e poucas coisas podem impedir um artista nesse estado de fazer um ótimo show. Nada impediu Nash, que com sua boa banda formada apenas por mulheres, contemplou também sucessos antigos, como o hit Foundations e fez um cover do pesado grupo Fidlar. Ela voltou para o bis com a acústica We Get On e encerrou com Bird. No fim das contas, ela pareceu estar em uma fase de transição, mas pelo que se viu ali, está indo pelo caminho certo.

O Festival da Cultura Inglesa é uma excelente iniciativa e mesmo sendo gratuito e com atrações de menos peso que nos últimos anos, não perde em nada para outros eventos do mesmo tipo. Que continue, então, por um longo tempo e se consolide ainda mais como boa opção dentro do nosso calendário. Esse é o nosso desejo e tenho certeza de que de muitos ali presentes. Porque, afinal, o show tem que continuar.

Foto por Kaue Lima/Discophenia
Foto por Kaue Lima/Discophenia

Setlist – Kate Nash:

Sister
Death Proof
Take Me To A Higher Plane
Kiss That Grrrl
Mariella
Do-Wah-Doo
OMYGOD!
Paris
Fri-end?
Dickhead
Don’t You Want To Share The Guilt?
Foundations
3AM
Grrrl Gang (Cocaine – FIDLAR (Cover))
Under-Estimate The Girl

Bis:
We Get On (Acoustic)
Birds

(Os melhores) Vídeos da semana – a partir de 10/06/2013

Musician McCartney performs during the "12-12-12" benefit concert for victims of Superstorm Sandy at Madison Square Garden in New York

Clipes perderam a importância que tinham antigamente? Tocar na TV ainda atrai novos públicos? São perguntas difíceis de responder. Mas ainda é produzida muita coisa interessante e que vale a pena. Se você não conhece algo, é a oportunidade. Então saca os (melhores) vídeos dessa semana:

O duo Disclosure, que tem sido insistentemente apontado como a coisa mais promissora a surgir recentemente na música eletrônica, foi ao Jools Holland junto de Jessie Ware pra apresentar uma música do disco de estreia da banda, Settle.

Os Rolling Stones convidaram Win Butler, líder do Arcade Fire, pra subir ao palco e cantar This is Last Time em um show. Encontraço.

O The National continua na batalha pra divulgar seu novo disco, Trouble Will Find Me, e fez uma sessão acústica com 4 músicas no quartel general da NPR. Obrigtório.

O Black Sabbath voltou depois de décadas com disco novo, mas ainda não sabe se Deus está morto. Veja o clipe de God is Dead?

Paul McCartney será headliner do festival Bonaroo que acontecerá esses dias nos EUA e foi ao programa do Colbert pra tocar algumas músicas e dar entrevista. Abaixo, uma música dos Beatles que nunca tinha sido tocada ao vivo antes dessa turnê, In the Benefit of Mr. Kite.

Não é um vídeo oficial, mas circulou essa semana na internet versões do super hit do Daft Punk, Get Lucky, adaptadas a décadas, de 1920 a 2020. Vale a pena ver.

Mumford and Sons e Elvis Costello homenagearam Bruce Springsteen e Woody Guthrie. Só.

As meninas do Haim foram ao Letterman e mostraram todo o gingado pra divulgar o EP delas. Vejam.

(Os melhores) Vídeos da semana – a partir de 03/06/2013

atoms for peace unkle

Clipes perderam a importância que tinham antigamente? Tocar na TV ainda atrai novos públicos? São perguntas difíceis de responder. Mas ainda é produzida muita coisa interessante e que vale a pena. Se você não conhece algo, é a oportunidade. Então saca os (melhores) vídeos dessa semana:

O Atoms for Peace de Thom Yorke, Nigel Godrich e Flea está pronto pra começar uma turnê mundial que as más línguas dão conta de que pode passar pelo Brasil e divulgaram o vídeo de um ensaio onde Yorke canta ao piano “Rabbit in your headlights” do UNKLE.

Um banquinho, um violão: 20 bandas fazem versões acústicas

Acoustic-Guitar-1

Guitarra cheia de distorção, baixo lá no alto e porrada na bateria. Não tem como negar que música assim é demais. Mas às vezes, um violão ou um piano tem o poder de acrescentar uma atmosfera tão única em algumas músicas, que é impossível não adorar uma versão acústica. Poder ser uma produção profissional ou algo mais íntimo e casual, mas é sempre legal ter conhecimento. Pra dias mais calmos, pra ocasiões mais suaves, algumas boas opções abaixo:

Radiohead – How to Disappear Completely