ENTREVISTA EXCLUSIVA: Pixies – “Depois que a Kim Deal saiu, rolou uma união maior que fez o Pixies seguir”

Quando a escalação do Lollapalooza 2014 foi anunciada, depois da mudança de comando da GEO para a Time For Fun, eu fiz questão de deixar claro que achava esse o melhor line-up do festival americano em solo brasileiro. Talvez não comercialmente, mas certamente em termos de qualidade: talento e sucesso comercial nem sempre andam lado a lado, como bem sabemos. E se a princípio as bandas não são tão populares quanto as de outros anos, com certeza existem mais grupos que eu faço questão de assistir em 2014 do que em edições anteriores.

O Pixies é um desses grupos e dispensa grandes apresentações. Formado em 1986 na cidade estadunidense de Boston, a banda se dissipou em 1993, depois de ter lançado quatro LP’s e influenciado quase todo mundo no rock alternativo, gente como o Nirvana e o Weezer.

Em 2004, a reunião. Com direito a turnê mundial e show no Brasil, os membros originais se juntaram novamente e desde então vêm fazendo shows com maior ou menor frequência, mas de forma ininterrupta. Contudo, até o ano passado, apenas uma nova música havia sido gravada e lançada, no mesmo ano da volta ao palcos: Bam Thwok, cantada e composta pela baixista Kim Deal.

O conjunto, que sempre foi avesso a grandes badalações, viu-se bastante assediado pela mídia em 2013 quando anunciaram pelo site oficial a saída de Deal, um de seus símbolos. Em um comunicado curto, sem muitas explicações, agradeciam e desejavam sorte a Kim. Alguns dias depois, mais uma surpresa: lançaram Bagboy, primeira música em 9 anos, com direito a clipe. O Pixies certamente está na ativa.

Depois vieram dois EP’s chamados de EP1 e EP2, em setembro de 2013 e janeiro de 2014, respectivamente, e o lançamento de uma nova turnê mundial que começou em Paris e passará por uma série de cidades e festivais, entre eles o Lollapalooza Brasil.

Tendo em vista tudo isso, o baterista David Lovering, na banda desde o início, gentilmente conversou comigo em nome do grupo, por telefone, durante 30 minutos na última sexta-feira. Essa é a primeira entrevista do Pixies pra um veículo brasileiro desde 2010, quando tocaram no SWU. E você pode conferir a conversa abaixo:

DAVID LOVERING: É o David falando.

JOÃO VITOR MEDEIROS: Ei, David, é o João, como você está?

DL: Bem e você?

JVM: Bem também. Estou ligando do Brasil pela entrevista.

DL: Maravilhoso!

JVM: Você parece estar de bom-humor.

DL: (risos) Ontem ficamos de folga, consegui descansar um pouco.

JVM: Isso é ótimo! Podemos começar? Vou fazer algumas perguntas e espero que você não fique bravo comigo (risos).

DL: (risos) Ok, claro.

JVM: Então, Bagboy e o EP1 foram as primeiras gravações do Pixies em nove anos. Como isso aconteceu? Como vocês decidiram que era hora de gravar material novo?

DL: Demorou muito tempo. Nós estamos excursionando desde a reunião, em 2004, sem parar. Foi uma tour e então a próxima, a próxima, a próxima… E daí nós começamos a turnê do Doolittle, que era tocando o disco do começo ao fim, e isso levou dois anos. Naquele momento, logo quando a turnê acabou, nós estávamos discutindo: “Ei, nós ainda somos uma banda viável, acho que deveríamos fazer algo, lançar algo”. Lançar, essa foi a palavra exata. Mas demorou muito tempo, demorou quatro anos da época em que discutimos até o EP1 nascer, até termos demos e finalmente decidir ir ao estúdio gravar. Então foi muito tempo, quatro anos até chegar nesse ponto. Mas chegamos lá e aí está.

JVM: Foi ideia do Charles (Thompson IV, também conhecido como Frank Black)?

DL: Sim, eu acho, porque ele tinha várias músicas. Charles é definitivamente um compositor, então ele tinha músicas e algumas ideias em mente, então eu diria que foi ideia dele sim.

JVM: Eu li algumas críticas bem ruins sobre o EP1 e EP2. Isso incomodou vocês?

DL: Não, de jeito nenhum. É engraçado, nós somos uma banda, nós…o chato é que, deus, nós nunca tínhamos tido uma crítica ruim, nunca. E dessa vez chegaram as notícias e tinham algumas, acontece. Mas não demos ouvidos, elas não nos machucaram de jeito nenhum. Só deixamos rolar.

JVM: E como tem sido a resposta do público às novas músicas?

DL: É boa. Estamos fazendo um show de mais ou menos uma hora e meia, dá quase umas 30 músicas e no set tem músicas antigas e daí colocamos umas novas, entre 8 e 5, e é bem legal. Já que estou na bateria, eu consigo ter uma visão um pouco mais privilegiada do fundo e eu consigo ver se tem alguém indo embora ou ao banheiro durante nossas músicas, então tenho uma boa indicação. Nesse momento está bem bom.

JVM: Isso é ótimo. E na sua opinião, qual o papel da crítica musical hoje em dia, nos tempos de internet, pra uma banda como vocês? Já que vocês estão na estrada há quase trinta anos e pegaram períodos diferentes.

DL: Ahn, eu acho que a banda ainda está na mesma posição. Eu acho que se você é uma boa banda, se você tem boas músicas, as pessoas vão te notar. Então de alguma forma você pode ir lá e fazer isso, com a internet, mp3 e coisas desse tipo, é o mesmo de antes: se você é bom, se você é diferente, as pessoas vão prestar atenção em você. E eu acho que sair, fazer shows, tocar ao vivo, é a coisa mais importante pra uma banda, ainda é o que faz a diferença. Eu acho que o tabuleiro ainda é o mesmo que antes. Mas nós temos sorte de ser o Pixies, ter uma base de fãs grandes que recebe nossos e-mails pelo nosso website, e então nós podemos nos aproveitar disso e distribuir por ali. Nós não temos uma gravadora e podemos fazer isso do jeito que quisermos, chegamos no nível de sermos suficientemente grandes pra isso. Nisso talvez as bandas menores não tenham tantas oportunidades hoje em dia sem alguma ajuda externa, mas certamente é possível.

JVM: E agora o que vocês estão preparando com a banda? Podemos esperar um LP inteiro?

DL: Como um músico, eu não posso revelar a maioria dos segredos, mas nós lançamos esses dois EP’s e pode haver mais um terceiro e ao final deles, um LP completo. Mas como músico tenho que guardar o resto.

JVM: Ah, mas pode me contar, prometo que não vou contar pra ninguém! (risos)

DL: (risos) Ok, pode deixar.

JVM: A Kim Deal deixou o Pixies ano passado. Como foi esse momento pra você?

DL: Foi bem difícil. Quando ela disse que estava indo foi bastante emocionante. Claro que não queríamos que ela fosse, mas desejamos a ela o melhor. Foi um momento complicado, não sabíamos o que fazer, estávamos gravando, literalmente na metade e, nós três, Joe, Charles e eu decidimos ir em frente e terminamos. Foi bom, nós tivemos uma bom método de trabalho e foi legal, rolou uma união maior entre nós naquele momento que fez o Pixies continuar.

JVM: E você sabe por que ela fez isso? Ela disse?

DL: Não, ela só disse que pra ela já tinha dado com o Pixies e foi isso. E sabe, eu entendo ela, de verdade. Desejamos a ela o melhor e ela pode voltar a hora que quiser.

JVM: Oh, e essa é a minha próxima pergunta: você sente falta dela?

DL: Sim, claro. Por um tanto de anos, ahn, talvez um total de 18 anos – nos primeiros anos, na reunião – ela foi a única baixista que esteve à minha esquerda. Então fez uma diferença quando ela foi embora, ela não estando lá: “oh, a Kim se foi”. É uma grande diferença.

JVM: E você gosta da outra banda dela, o Breeders?

DL: Sim, sim, gosto sim.

JVM:  Daí a Kim Shattuck entrou no lugar da Kim Deal e o que aconteceu? Ela (Shattuck) diz que foi jogada fora da banda por ser muito extrovertida, social. Isso é verdade?

DL: Ahn, não. Nós nunca comentamos sobre isso porque…basicamente ela foi contratada pra ser a baixista do Pixies pra turnê europeia e só essa. Só vou dizer que ela foi muito pouco profissional no que ela disse. (risos) Mas foi bom naquela tour, a Kim Deal tinha saído e estávamos com pressa e colocamos a Shattuck, mas logo depois a substituímos pela Paz Lenchantin e ela é ótima. Excelente baixista, ela é fantástica, é maravilhoso tocar. Ela é muito boa e tá fazendo com que EU toque melhor.

JVM: Eu vi o documentário loudQUIETloud (2006) e eu acho que foi a Kelley Deal que disse que vocês são “os piores comunicadores de todos os tempos”, que você não conversam muito. É verdade?

DL: Não. Naquele filme aquela empresa seguiu a gente por dois anos e gravaram um monte de coisas e no fim eles acharam que a gente era uma banda muito chata. Sem drama ou nada do tipo. Então, as coisas que eles deram destaque quando editaram fizeram nós parecermos muito antissociais, mas nós não somos. Nós passamos tempo juntos, nós somos uma banda, passamos um tempão na estrada, tocando juntos, dentro do ônibus, claro que precisamos de um tempo a sós, como qualquer pessoa, entende? Mas não somos antissociais um com os outros não. Além disso, a coisa das drogas e a linha do tempo no filme, as coisas aconteceram, mas não foi escalando ao longo de dois anos como eles fizeram parecer. Então eles colocaram um drama lá. (risos)

JVM: Vocês são normais demais! (risos)

DL: É, obrigado. Eu me lembro de ver a primeira vez e só ia afundando, afundando e afundando cada vez mais na minha poltrona. (risos)

JVM: E como tá a turnê agora?

DL: Ah, estamos nos EUA e tá sendo ótimo. Estou gostando muito e temos uma grande plateia, dos mais novos aos mais velhos, de pessoas que nem tinham nascido quando o Pixies começou até gente da minha idade, estamos tocando em uma série de lugares.

JVM: Eu não tinha nascido quando os Pixies começaram! Nasci em 1990 e sou um grande fã.

DL: Oh, obrigado, você tem bom gosto! (risos)

JVM: Então, vocês vão tocar no Lollapalooza Brasil em abril. É a terceira vez que vocês vêm ao país. Certo?

DL: Isso! Acho que é isso mesmo.

JVM:  Como foi das outras vezes?

DL: Eu tenho que dizer que quando viajamos até aí tem sido ótimo. Tanta gente nos vendo e a gente realmente se divertindo, a gente vê isso em algumas partes do mundo, mas é diferente por aí. Isso te deixa muito animado, você quer tocar melhor ainda.

JVM: E alguma experiência marcante aqui? Vocês provaram algo típico?

DL: Comida! Quando eu não estou tocando, estou comendo e a comida daí era muito boa.

JVM:  E o que vocês tão esperando pra próxima vez em abril?

DL: Ah, eu to muito animado. Vai ser a primeira vez com a Paz e ela meio que transformou a gente, de alguma forma, numa versão 2.0 e a parte rítmica está muito boa e acho que vocês vão curtir.

JVM: Vai ser o meu primeiro show do Pixies, então tem que ser bom, ok? (risos)

DL: (risos) Ok, vamos fazer mais especial ainda.

JVM: Vocês são headliners de grandes festivais esse ano. Você prefere shows em festivais ou em casas fechadas?

DL: Oh, é difícil, porque…hmm, se eu tivesse que escolher um, acho que seria em casas fechadas, algo que não seja um festival, algo não muito grande. Mas festivais são bons, é legal, é divertido, é algo diferente pra gente, mas eu prefiro casas fechadas. Eu diria que você tem mais controle, arruma as coisas do jeito que quer e em um festival você não tem nenhum controle, porque tudo já é provido pra você e é um ambiente totalmente diferente pelo tamanho, você só chega lá e faz seu show. É diferente. Cinquenta, setenta mil pessoas fazem a coisa bem diferente.

JVM: E qual sua memória favorita do Pixies?

DL: Meu deus, essa é difícil. A única coisa que eu poderia dizer nesse caso, realmente, seria sobre o primeiro show que nós fizemos. Eu me lembro disso. Foi numa noite em Boston e acho que foi algo grande. Porque a partir dali a gente só foi crescendo e crescendo.

JVM: E como foi a separação no começo dos anos 90? Como você se sentiu?

DL: Ah, nós éramos uma banda tocando juntos por sete ou oito anos e era tudo que a gente sabia, viajar e tocar e essas coisas. E claro, sempre existem personalidades e atritos em qualquer grupo de pessoas e simplesmente chegou no ponto em que não tinha mais clima e nos separamos. Foi um choque, eu não sabia o que fazer quando a banda acabou e eventualmente eu parei de tocar bateria. Mas olhando pra trás e pensando “e se a banda não tivesse se separado naquela época?”, a turnê de reunião nunca teria rolado em 2004. Nós teríamos continuado e teria ficado pior, e pior, e pior e eu fico feliz que a gente tenha se separado e tenhamos chegado no ponto que eu estou falando contigo agora no telefone!

JVM: (risos) E como foi a reunião em 2004?

DL: Ah, foi louco! Era a primeira vez que, tocando com o Pixies, dava pra ver a diferença de idade na plateia. Sabe, quando a gente tocava nos anos 80 e 90 era só gente jovem, jovens adultos, que ia assistir a gente. E agora é completamente diferente. A primeira vez que a gente tocou no Coachella, em 2004, era um mar de adolescentes e jovens cantando cada letra de cada música e foi surreal. Foi a primeira vez que a gente via algo daquele tipo. Foi maravilhoso.

JVM: E você se vê tocando daqui a 20 anos com uma turnê de 50 anos como os Rolling Stones?

DL: Ah, eu não ligaria, mas eu já tenho uma certa idade, se minha resistência me deixar, eu tocaria sem problemas, porque eu amo tocar bateria, é um trabalho divertido e vou continuar enquanto eu puder.

JVM: Ah, que legal. E o Kurt Cobain disse numa entrevista que estava praticamente tentando roubar vocês quando fez Smells Like Teen Spirit. Você lembra de escutar sobre isso? O que você pensa?

DL: Foi interessante. Eu escutei a música e eu acho que eu entendo o que ele disse. É muito difícil eu conseguir falar exatamente, mas pra mim é estranho quando as pessoas dizem que a gente influenciou elas. Pra mim, eu sou só o David, eu toco bateria e essa é a minha banda. Então é muito difícil perceber que eu fiz algo especial ou… eu não sei, é uma coisa muita estranha ouvir alguém falar isso. Mas eu gosto de Smells Like Teen Spirit, acho que é uma boa música. Eu, pelo menos. (risos)

 JVM: Mas vocês são uma das bandas mais influentes de todos os tempos. Você escuta alguma banda que diz ser influenciada por vocês? Você tem alguma preferida?

DL: Eu tenho algumas no meu iPod que mencionaram algo. Ahn, eu não consigo escolher uma favorita, elas são todas boas (risos). Todas são minhas favoritas!

JVM: E quais bandas você escuta? Você pode amar elas igualmente.

DL: Ah, eu tenho de tudo. Bowie, Nirvana, Radiohead, Weezer.

JVM: Sei que você é um grande fã do Rush.

DL: Sim, sim, adoro eles. E Steely Dan também!

JVM: Mas alguma banda nova que você curta e tenha visto?

DL: Não, acho que não. Eu não tenho a oportunidade estando tanto tempo na estrada. O único momento que realmente escuto música é no meu carro, quando estou em casa. Mas tiveram algumas boas bandas que abriram pra gente e eu gosto muito. FIDLAR é uma, eles tocaram com a gente e são bons. Tem uns clipes engraçados. São caras ótimos e gosto da música deles.

 JVM: E algo que você ainda queira fazer com a banda?

DL: Não. Agora só estamos nos concentrando nos shows e nos EP’s e acho que esse vai ser o espírito de 2015.

JVM: E a última pergunta: você quer dizer algo pros fãs brasileiros de Pixies?

DL: Ahn, assim, de bate-pronto só queria dizer que todo mundo curta a mistura das músicas novas e velhas e não fiquem chateados se a gente não conversar, nós só queremos fazer música.

3/4 – Um retrato dos lançamentos na música hoje: Cloud Nothings, Angel Olsen e Temples

Hoje inicio por aqui uma nova seção onde pretendo, em média uma vez por semana, falar rapidamente sobre 3 ou 4 lançamentos próximos. Pra começar, escolhi os discos do Temples, Angel Olsen e Cloud Nothings. Os dois primeiros já foram lançados e podem ser encontrados facilmente por aí. No caso do Cloud Nothings, por uma cortesia da gravadora, pude escutar antes a peça que será lançada oficialmente no mês que vem.

Nesse esquema de texto curtos, creio que seja mais fácil pra grande maioria acompanhar o que vem rolando e ler uma opinião geral sem que tenha que perder muito tempo na correria de hoje. Então, vamos lá:

 

cloud nothingsCloud Nothings – Here and Nowhere Else: Raiva. Se tem uma palavra que pode definir o novo disco do Cloud Nothings, Here and Nowhere Else, é essa. Rápido, agressivo e deliciosamente construído sobre guitarras distorcidas, é um bom lembrete do porquê o rock sempre foi capaz de atrair jovens. O próprio título traduz bem a sensação de urgência cortante que dá o tom do álbum. Mesmo as faixas que começam calmamente, como Psychic Trauma, logo são tomadas por um emaranhado de distorções, tons de bateria e gritos. Com 8 faixas quase sempre curtas (todas tem menos de 4 minutos, à exceção das duas últimas), é ainda melhor que o último disco do grupo, Attack on Memory, produzido por Steve Albini. O primeiro single, I’m Not Part of Me, foi a música que menos me empolgou. Pra liberar todas as tensões.

Lançamento oficial: 31 de março

Avaliação: Muito bom

Escute I’m not a part of me:

jag246.11183Angel OlsenBurn Your Fire For No Witness: Poucas coisas são mais democráticas que um coração partido. E talvez por isso seja o assunto preferido dos artistas ao longo dos tempos. A forma que cada um lida com a dor, porém, é o que diferencia um trabalho do outro. Em Burn Your Fire For No Witness, segundo disco de Olsen, a compositora viaja entre melodias suaves e versos melancólicos que despertam uma sensação de nostalgia a qualquer um que lhes prestar um pouco de atenção: todo mundo se identifica em algum nível com aquela sensação. Um disco denso que pode ser resumido no verso que abre a terceira música, Hi-Five: I feel so lonesome I could cry, uma clara referência à clássica canção de 1949 de Hank Willians. Mas não chore. Ao invés, escute esse belíssimo álbum. É uma das melhores coisas que eu ouvi nesse ano. E, provavelmente, você também.

Lançamento oficial: 18 de Fevereiro

Avaliação: Muito bom

Escute White Fire:

Temples-Sun-Struc1188E77-400x400TemplesSun Structures: O sucesso do Tame Impala e seu Lonerism deve ter aberto algum tipo de portal dos anos 60 pra cá. E foi daí que saiu o Temples, banda inglesa que como um amigo definiu “soa como se os Beatles tivessem entrado na psicodelia já no A Hard Day’s Night”. O disco foi gravado inteiro na casa de um dos integrantes usando um microfone de 75 dólares, o que reforça ainda mais os timbres sessentistas. O disco não é tão bom quanto o dos primos australianos, mas continua sendo uma bela pedida pra quem gosta de melodias pop pegajosas e letras viajantes. A minha preferida é The Golden Throne, que tenho a escutado bastante nos últimos tempos. Vale a pena conferir, pode ser a sua banda favorita da semana.

Lançamento oficial: 10 de fevereiro

Avaliação: Bom

 Escute The Golden Throne: