Exclusivo: Escute e baixe EP solo de Francesca Belmonte, cantora do Tricky

Francesca Belmonte é uma cantora inglesa que apareceu no cenário internacional pelas colaborações com rapper e produtor Tricky, também inglês. Com uma voz ao mesmo tempo doce e forte, ela empenhou seus vocais no disco de 2013 do músico, chamado False Idols, e em janeiro lançará um álbum completo, marcando sua transição para a carreira solo.

Porém, antes do disco cheio, Belmonte liberou um EP exclusivo que você pode escutar no link abaixo ou baixar gratuitamente AQUI.

São três faixas cheios de batidas e elementos eletrônicos, incluindo  o single Stole e um cover de It Ain’t Me Babe de Bob Dylan. As faixas são minimalistas e destacam a voz de Belmonte, cantando sobre temas sombrios, como vulnerabilidade e sobrevivência.

Vale ficar de olho nela.

Se você gostou, pode acompanhar novidades pelos canais:

3/4 – Um retrato dos lançamentos na música hoje: Cloud Nothings, Angel Olsen e Temples

Hoje inicio por aqui uma nova seção onde pretendo, em média uma vez por semana, falar rapidamente sobre 3 ou 4 lançamentos próximos. Pra começar, escolhi os discos do Temples, Angel Olsen e Cloud Nothings. Os dois primeiros já foram lançados e podem ser encontrados facilmente por aí. No caso do Cloud Nothings, por uma cortesia da gravadora, pude escutar antes a peça que será lançada oficialmente no mês que vem.

Nesse esquema de texto curtos, creio que seja mais fácil pra grande maioria acompanhar o que vem rolando e ler uma opinião geral sem que tenha que perder muito tempo na correria de hoje. Então, vamos lá:

 

cloud nothingsCloud Nothings – Here and Nowhere Else: Raiva. Se tem uma palavra que pode definir o novo disco do Cloud Nothings, Here and Nowhere Else, é essa. Rápido, agressivo e deliciosamente construído sobre guitarras distorcidas, é um bom lembrete do porquê o rock sempre foi capaz de atrair jovens. O próprio título traduz bem a sensação de urgência cortante que dá o tom do álbum. Mesmo as faixas que começam calmamente, como Psychic Trauma, logo são tomadas por um emaranhado de distorções, tons de bateria e gritos. Com 8 faixas quase sempre curtas (todas tem menos de 4 minutos, à exceção das duas últimas), é ainda melhor que o último disco do grupo, Attack on Memory, produzido por Steve Albini. O primeiro single, I’m Not Part of Me, foi a música que menos me empolgou. Pra liberar todas as tensões.

Lançamento oficial: 31 de março

Avaliação: Muito bom

Escute I’m not a part of me:

jag246.11183Angel OlsenBurn Your Fire For No Witness: Poucas coisas são mais democráticas que um coração partido. E talvez por isso seja o assunto preferido dos artistas ao longo dos tempos. A forma que cada um lida com a dor, porém, é o que diferencia um trabalho do outro. Em Burn Your Fire For No Witness, segundo disco de Olsen, a compositora viaja entre melodias suaves e versos melancólicos que despertam uma sensação de nostalgia a qualquer um que lhes prestar um pouco de atenção: todo mundo se identifica em algum nível com aquela sensação. Um disco denso que pode ser resumido no verso que abre a terceira música, Hi-Five: I feel so lonesome I could cry, uma clara referência à clássica canção de 1949 de Hank Willians. Mas não chore. Ao invés, escute esse belíssimo álbum. É uma das melhores coisas que eu ouvi nesse ano. E, provavelmente, você também.

Lançamento oficial: 18 de Fevereiro

Avaliação: Muito bom

Escute White Fire:

Temples-Sun-Struc1188E77-400x400TemplesSun Structures: O sucesso do Tame Impala e seu Lonerism deve ter aberto algum tipo de portal dos anos 60 pra cá. E foi daí que saiu o Temples, banda inglesa que como um amigo definiu “soa como se os Beatles tivessem entrado na psicodelia já no A Hard Day’s Night”. O disco foi gravado inteiro na casa de um dos integrantes usando um microfone de 75 dólares, o que reforça ainda mais os timbres sessentistas. O disco não é tão bom quanto o dos primos australianos, mas continua sendo uma bela pedida pra quem gosta de melodias pop pegajosas e letras viajantes. A minha preferida é The Golden Throne, que tenho a escutado bastante nos últimos tempos. Vale a pena conferir, pode ser a sua banda favorita da semana.

Lançamento oficial: 10 de fevereiro

Avaliação: Bom

 Escute The Golden Throne:

LANÇAMENTO: Palace Hotel e a primeira música em seis anos

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Semana passada apresentei aqui o Palace Hotel, projeto de André ZP, que logo me fisgou com sua melancolia doce. Tendo lançado Carnival Nights, primeiro e único disco, no já longínquo ano de 2007 e estando perdido, como tantos outros, em meio às toneladas de informações com que a internet nos bombardeia diariamente, acabou sendo uma das grandes descobertas do ano pra mim.

Entrei então em contato com André e ele me revelou que já havia  planos de voltar à ativa com o projeto, um dos muitos do músico, mesmo que em ritmo lento. Um EP ou até mesmo um álbum completo pode ser trabalhado e lançado nos próximos meses. O fato é que, de forma exclusiva, ele liberou para o blog uma música que deve entrar no lançamento, a primeira do Palace Hotel em seis anos.

Gravada sob ruídos e microfonias de cinco camadas de guitarra, ela destoa um pouco do clima de Carnival Nights, sem contudo perder o ar melancólico. A atmosfera é construída cuidadosamente e vai crescendo de forma gradual, como se cada nova nota ou acorde representasse um tijolo essencial à estrutura da construção final. Os vocais soterrados e o violão que bravamente tenta se sobrepor à distorção que vai tomando conta da música completam o resultado.

Ouça, de preferência com fones: