Aquela banda que você adora de novo no Brasil? Ótimo!

Levantamento feito por www.rockinchair.com.br - veja quadro completo de acordo com link no 1º parágrafo
Levantamento feito por www.rockinchair.com.br – veja quadro completo de acordo com link no 1º parágrafo

O Brasil vive a sua fase de ouro no que se refere à quantidade de artistas e turnês internacionais que passam por aqui. Em 2013, apenas no estado de São Paulo foram 493 artistas em 580 shows e 19 festivais, segundo levantamento feito pelo Rock in Chair (veja quadro completo). Apesar disso, o preço ainda é caro: R$ 80,00 a média do ingresso mais barato de cada evento.

Esse aumento começou a partir de 2009/2010, quando a demanda por shows na Europa e EUA, principais mercados, diminuiu drasticamente devido à crise financeira mundial. A América do Sul, e sobretudo o Brasil – conhecido no exterior pelo pagamento de altos cachês e pouco afetado pela crise -, passaram a ser considerados como alternativas muito interessantes para aliviar a queda nos rendimentos das turnês. Lembre-se que desde a decadência da indústria fonográfica e das vendas de discos, essa é a principal fonte de lucro dos artistas: hoje eles fazem discos para venderem shows e não o contrário, como acontecia em outras épocas. Some-se a isso o fato dos brasileiros, cada vez mais, terem acesso instantâneo ao que acontece de mais interessante no mundo devido à internet e às redes sociais e pronto, você tem um amplo mercado a ser explorado.

Em 2011 chegamos ao auge. Paul McCartney de volta depois de show disputado em 2010, o Festival Planeta Terra esgotando seus ingressos em horas, o Rock in Rio voltando ao país após 10 anos (e também esgotado em horas), o megalomaníaco SWU com mais um line-up exuberante e a inúmera quantidade de shows em casas menores com ingressos completamente vendidos: Interpol, Metronomy, The Kills e Kings of Convenience foram só alguns deles. Nunca fomos tão conectados ao resto do mundo. Para quem achava o preço dos ingressos caro (com razão) ou não podia pagá-los, o SESC continuava como alternativa mais acessível, sem perder em qualidade ou quantidade.

The Strokes no Planeta Terra de 2011
The Strokes no Planeta Terra de 2011

E todo mundo quis aproveitar o momento. O americano Lollapalooza chegou em 2012 como uma escalação de peso, que trazia bandas como Arctic Monkeys e Foo Fighters, que já tinham passado por aqui anos antes sem chamar muita atenção, mas que agora eram capazes de atrair mais de 50 mil pessoas a seus shows. O ainda-menino-do-bem Justin Bieber lotou estádios. Shows por todos os lugares, de todos os tamanhos aconteceram até que no fim do ano o suposto “encalhe” de ingressos para shows de Madonna e Lady Gaga e o cancelamento do SWU acenderam a luz amarela. Os mais pessimistas alardeavam a existência de uma suposta “bolha de consumo”, prestes a explodir e dar fim ao exponencial crescimento do setor.

O tempo encarregou-se de provar que não era bem assim. E os números de 2013 que abrem esse post são a prova disso. O que houve nada mais foi que uma regulação natural de mercado, mostrando que não basta demanda sem um trabalho de planejamento, pesquisa, produção, curadoria e marketing competentes por trás. E os “fracassos” apontados por alguns como sinais do apocalipse nada mais eram que indicativos da falta desses.

Mas e agora? Os shows inéditos no Brasil são cada vez mais raros e não é pouco comum que a reação ao anúncio de alguma banda “repetida” seja encarada com um desanimado: de novo? Essa semana foi anunciado a escalação do espanhol Primavera Sound e era impossível não notar que a maioria daquelas turnês passaram recentemente por terras tupiniquins. O mesmo com o badalado californiano Coachella. E isso deve ser encarado como algo positivo e não o contrário.

Na Europa e EUA cada turnê é considerada um show novo e por isso as bandas excursionam tanto por lá. O Arcade Fire, destaque dos festivais mundo afora em 2014, já tocou no Coachella quatro vezes, inclusa a desse ano. O Pixies, atração principal de um dos dias do Primavera Sound, também tocou por lá em 2010. Isso só pra citar esses bandas e festivais. Consulte a agenda de qualquer artista de médio porte, geralmente disponível no próprio website, e verá que isso é comum. E tem que se tornar comum por aqui também ou corremos o risco de voltar à escassez de outros dias. Tenha em mente que a cada novo lançamento o repertório dos artistas muda, assim com a experiência de vê-lo sendo interpretado ao vivo, algo que eu e, provavelmente, você amamos.

Escalação do Primavera Sound 2014
Escalação do Primavera Sound 2014

Já vi dois shows do Kraftwerk, Franz Ferdinand e Tame Impala, entre outras bandas, e cada um deles foi diferente. Todos valeram a pena. Em maio eu pretendo ir ao Primavera Sound e mal posso esperar pra rever os shows de The National e Mogwai, assim como irei conferir novamente Nine Inch Nails, Pixies e Arcade Fire, os quais verei no Lollapalooza Brasil desse ano. Lolla onde me reencontrarei com o show do Cage the Elephant. Não há motivo para não fazê-lo se a banda ainda é boa. É o velho papo do filósofo Heráclito de que ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes. Você e o rio estão diferentes. E mergulhar novamente pode ser muito bom.

É verdade que os preços aqui ainda são proibitivos para muitos. Para isso é preciso mobilização dos produtores – evitando o pagamento de cachês exorbitantes e leilões de artistas – e do governo – regulamentando de forma mais eficaz assuntos como a meia-entrada – para que o ticket médio caia. Contudo, você pode fazer sua parte, aceitando de braços abertos mais um show daquela banda que você adora (se o preço for justo). Porque música boa nunca é demais. E ao vivo é sempre demais.

PROMOÇÃO RELÂMPAGO: Concorra a um par de ingressos pro Planeta Terra Festival 2013 com Blur, Beck, Lana Del Rey e muito mais!

terra 2013

Já cansei de falar aqui que o Planeta Terra é o meu festival favorito. Não por acaso. Foi ali que comecei a me aproximar mais de todo o universo que envolve a música alternativa e desenvolver todo meu amor por isso. Por isso foi uma honra pelo segundo ano ano consecutivo ter sido convidado a ser embaixador do evento que em 2013 traz ao Brasil artistas como Blur, Beck, Landa Del Rey, The Roots, Travis e ainda conta com atrações nacionais como BNegão, O Terno e Hatchets.

E a organização disponibilizou dois convites pra uma promoção relâmpago aqui no blog. É jogo rápido e termina na quarta-feira às 23h do dia 06 de novembro de 2013, com anúncio aqui mesmo e pelos canais do Indie da Deprê.

Pra participar é muito simples:

1) Confirme presença na Festa de Aquecimento do Planeta Terra Festival no LAB – com direito a DJ set do Hatchets e de Embaixadores Oficiais AQUI;

2) Responda à pergunta: QUAL BANDA/ARTISTA VOCÊ QUER MAIS VER NO PLANETA TERRA E POR QUE? E envie para o e-mail indiedadepressao@gmail.com. Pode mandar quantas frases julgar necessário. Apenas respostas que chegarem nesse e-mail serão consideradas.

A melhor resposta escolhida por mim leva um par de entradas e mais um DVD do Blur ao vivo no Hyde Park. Não nos responsabilizamos pelos custos com transporte e hospedagem para o evento.

Boa sorte a todos, a gente se vê lá!

ATUALIZAÇÃO – 06/11/2013

Com mais de 500 e-mail participantes, asseguro que li todos e a frase escolhida foi a seguinte, da Beatriz Nogueira:

A banda que eu mais quero ver é o Blur, porque demoraria menos tempo que levou desde o começo da banda pra um Gallagher se juntar a eles no palco pra tocarem juntos do que pra eu me perdoar por perder essa que deve ser a minha última chance de vê-los por aqui.

Parabéns, Beatriz! Entraremos em contato pelo endereço que enviou o e-mail para a promoção. Aos outros, ainda resta a promoção do Nação da Música que entra amanhã. Boa sorte, espero ver todos no festival e na festa de aquecimento!

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Festival Planeta Terra 2013 – o que esperar?

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Eu nunca escondi de ninguém que o Planeta Terra é pessoalmente meu festival preferido no país. Talvez por ter sido o primeiro evento do tipo que eu tenha ido ou por sempre ter bandas que batem com meus gostos, é fato que a ligação emocional é grande. Por isso foi bastante triste quando circularam, no começo do ano, boatos de que a edição de 2013 não aconteceria.

Felizmente isso não se confirmou e em meio a muitas especulações foi anunciada a parceria com a Time For Fun, gigante do ramo do entretenimento na América Latina. O contrato vai, pelo menos, até 2016 e a realização do festival está garantida nesses anos. Inclusive as negociações para a edição de 2014 já começaram, segundo a produtora.

Para a esse ano tive o prazer de ser convidado para o posto de Embaixador Oficial, assim como aconteceu em 2012. À parte o nome pomposo, estarei próximo à organização e tentarei ajudar com eventuais dúvidas e sugestões como público e fã de música e, portanto, se quiserem perguntar ou sugerir algo, sintam-se a vontade para me passar por meio das redes sociais que eu tentarei levar até eles.

São 30 mil ingressos à venda e o número de vendidos esse ano já supera o número total da última edição. O 2º lote de ingressos deverá terminar essa semana ou semana que vem, dando início às vendas da 3ª e última carga.

Quem pôde conferir alguma edição no Playcenter sabe que o local fazia a diferença e tinha a cara do Terra. Com o fechamento e a ida às pressas para o Jockey, muito da essência foi perdida e a própria organização não esconde não ter ficado absolutamente satisfeita com os resultados. Eles prometem, então, que o Campo de Marte tentará recapturar a atmosfera característica do evento, que terá os dois tradicionais palcos e também brinquedos disponíveis para serem usados durante a realização. O evento terminará a tempo do transporte público ser utilizado na volta – existem duas estações de metrô próximas.

Pelo prazo apertado para negociar e contratar as bandas (a parceria com a T4F foi fechada no final de maio e eles já estavam bastante adiantados com o Blur), o número de atrações será menor: 13 no total, incluindo os coletivos de DJ’s Dirty Kidz Gang e Gop Tun, que ficarão responsáveis pelo som nos intervalos. Haverá ainda um concurso para escolher uma banda nacional que fechará o line-up. Espero que em 2014 o usual número de 15 atrações (10 internacionais e 5 nacionais) volte a ser a regra, mas repito que foi uma vitória o festival ter acontecido esse ano e isso não deve ser de maneira nenhuma lamentado, mesmo que as atrações não sejam as melhores para você.

Em resumo é isso e de acordo com que as informações forem surgindo, irei repassando por aqui e nas redes sociais. No geral, o Planeta Terra 2013 parece bastante promissor e uma boa pedida pra quem adora aquele clima de festival, misturado com boa música. Com certeza estaremos lá.

Atrações:

– Blur;

– Beck;

– Lana Del Rey;

– The Roots;

– Travis;

– Palma Violets;

– BNegão e Seletores de Frequência;

– O Terno;

– Hatchets;

– Clarice Falcão;

– Dirty Kidz Gang;

– Gop Tun.

P.S.: Confirmando informação adiantada pelo jornalista José Norberto Flesch, a edição 2014 do Lollapalooza, também comandado agora pela T4F, deve mesmo rolar no autódromo de Interlagos. O motivo seria evitar coisas desagradáveis que aconteciam nas últimas edições no Jockey, como o vazamento de som entre palcos e tendas por conta da limitação de espaço. No Campo de Marte também não seria possível evitar isso com eficiência e por esse motivo a escolha de Interlagos. Ainda não há 100% de certeza, mas caminha pra isso.