Quando o fardo é pesado demais: 5 músicos brilhantes que se suicidaram

Ian Curtis 2
Essa semana começou com a triste notícia do suicídio de Champignon, músico conhecido principalmente por sua parceria com Chorão como baixista do Charlie Brown Jr., seis meses depois da morte do vocalista por overdose. Gostando ou não da parte musical da banda, tal atitude extrema vinda de alguém famoso e supostamente bem-sucedido faz do ato algo ainda mais inesperado e estarrecedor.

Apontado por alguns como fraqueza ou covardia, o suicídio é um verdadeiro problema de saúde pública e cujo as causas são de difícil interpretação. Quase sempre aliado a um quadro depressivo, um suicida em potencial às vezes apresenta uma série de comportamentos que funcionam como indicação dos riscos que o cercam. Às vezes simplesmente não. De qualquer forma, décima maior causa de mortalidade no mundo, tirar a própria vida ainda causa espanto e macabro fascínio na sociedade. O obrigatório Floga-se listou 10 músicas que tratam sobre o tema.

No mundo da música, muitas vezes imerso em drogas, perversões e pressões, como Champignon, muitos não aguentam. Mesmo aqueles brilhantes. Mesmo aqueles no auge. Aqui uma lista de 5 músicos brilhantes que sucumbiram à tristeza:

Kurt Cobain (Nirvana)
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O líder da maior banda do mundo. O maior rock star do planeta. Sucesso de público e crítica. Todas essas coisas parecem ser o sonho de dez entre dez bandas no universo e aconteceram para Kurt Cobain e seu Nirvana. Mas no dia 8 de abril de 1994 o mundo acordou chocado com a notícia de que ele havia tirado a própria vida com um tiro na cabeça. Atormentado por demônios pessoais e viciado em heroína, Cobain caiu ante a fama meteórica. Até hoje uma série de teorias da conspiração cercam o suicídio de Cobain. Deixou a esposa Courtney Love, uma filha de dois anos, uma triste carta de despedida e o legado de uma das bandas mais famosas de todos os tempos.

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Elliott Smith
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Elliott Smith tocou na banda Heatmiser por anos, mas foi na carreira solo que obteve maior sucesso. Com letras quase sempre imersas em clima melancólico e melodias guiadas por acordes de violão, o músico chegou a ser indicado para um Oscar pela música Miss Misery, composta especialmente para o filme Gênio Indomável (Good Will Hunting no original). Teve uma série de problemas com drogas. Com uma discografia quase impecável, Elliott Smith partiu no dia 21 de outubro de 2003 após dar duas facadas no próprio peito, após uma discussão com a namorada, interrompendo uma carreira magnífica.

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Ian Curtis
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O britânico Ian Curtis trouxe toda sua tormenta pessoal e baseado nela construiu a atmosfera mórbida que embebe a música do Joy Division. Líder da banda de sonoridade única na época, Curtis parecia um jovem sensível e que sofria com problemas pessoais, como a epilepsia, doença que carregava desde a infância. Depois de problemas em seu casamento com Deborah Curtis e passando por um divórcio complicado, Curtis não aguentou a pressão e enforcou-se em casa, no dia dia 18 de maio de 1980, colocando fim a sua história e do Joy Division aos 23 anos. A banda, sem Ian, daria origem ao também clássico New Order.

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Mark Linkous (Sparklehorse)
mark linkous

Mark Linkous talvez seja menos conhecido que os citados até agora na lista, mas não foi menos brilhante. Querido e tendo feito parceria com artistas como Radiohead, Tom Waits, PJ Harvey e o produtor Danger Mouse (com o qual lançou um disco em conjunto), Linkous lançou discos repletos de agonia existencial e texturas deliciosamente melancólicas sob o nome de Sparklehorse, seu projeto-de-um-homem-só. Tentou se suicidar com um coquetel de drogas e heroína em 1996, enquanto estava em turnê conjunta com o ainda jovem Radiohead. Não foi bem sucedido, mas teve sequelas e teve que ficar 2 meses se locomovendo com auxílio de uma cadeira de rodas. Lançou seus melhores trabalhos depois da experiência, que influenciou muito sua produção. Infelizmente, em 6 de março de 2010, na casa de um amigo, desferiu um disparo contra o próprio peito que foi fatal. A família informou por meio do site oficial do artista.

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Nick Drake
Nick Drake

A morte de Drake é contestada até hoje. Alguns acreditam que foi acidental, mas a versão oficial é suicídio por overdose de medicamentos. Na curta nota final enderaçada à namorada os versos de From the Morning: “Now we rise and we are everywhere“. Desde então com status de cult e admirada por amantes do folk a obra do inglês atravessou décadas e incluenciou e ainda influencia muita gente. Ninguém nunca saberá se Drake realmente tirou a própria vida, mas as letras deprimidas e o atmosfera triste de suas canções entregam de cara que algo não ia bem. Mais uma carreira interrompida pela apatia diante da vida.

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MIXTAPE DEPREDANDO #2

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Sexta é dia de mixtape por aqui! Músicas estranhas, feitas por uma pessoa estranha para pessoas estranhas. Tem coisa nova do Queens of the Stone Age, bandas mais obscuras e coisas de outras décadas. Cat Power, Vaccines, Explosions in the Sky e Brendan Benson tocam no Brasil nessa semana e aparecem também por aqui. Então, é só dar play e se divertir, escutando grandes bandas e fazendo boas descobertas.

 

MIXTAPE DEPREDANDO #2 by João Vitor Medeiros on GroovesharkQuer sugerir uma música pra próxima mixtape? Mande no twitter pra @indiedadepre.