Os melhores clipes de 2016

Mais uma vez preparamos um top 10 com o melhor do audio-visual nos últimos 12 meses. 2016 definitivamente ficará marcado por várias tragédias, principalmente para a arte, nossa lista tenta explicar um pouco como foi viver no meio de um ano tão turbulento. Com vocês, os melhores de 2016.

10 – Editors – All the Kings

Direção: Rahi Rezvani

Fotografia espetacular para uma das canções mais tristes e bonitas de 2016. Coisa do Editors.

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9 – Mykki Blanco – High School Never Ends (feat. Woodkid)

Direção: Matt Lambert

Romeo e Julieta, LGBTs e skinheads. Prepare-se para esse tiro.

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8 – Rihanna – Needed Me

Direção: Harmony Korine

Ainda na vibe Spring Breakers, Korine traz de volta suas máscaras, peitos, armas, sangue, fumaça e dinheiro. E ainda combina todo isso com Rihanna. O resultado é um dos clipes mais sensacionais do ano.

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7 – Pup – Sleep in the Heat

Direção: Jeremy Schaulin-Rioux

Finn Wolfhard ganhou o coração de todos quando Stranger Things, série da Netflix, foi lançada esse ano. Aqui, ele estrela como membro de uma banda punk junto ao seu amigo, Pup. Um réquiem singelo sobre amizade, companheirismo e perdas.

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6 – Kanye West – Fade

Direção: Eli Linnetz

West lançou um dos álbuns do ano, surtou, brigou com Jay-Z e Beyoncé, foi internado e agora é amigo do Trump. Nem West conseguiu lidar com 2016. Por outro lado, Linnetz pegou uma das melhores músicas de Life of Pablo e transcende Teyana Taylor a um patamar que não dá pra explicar.

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5 – David Bowie – Lazarus

Direção: Johan Renck

Alguns dias após o lançamento desse vídeo David Bowie morreu. Precisa dizer mais alguma coisa?

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4 – Massive Attack – Voodoo in My Blood (feat. Young Fathers)

Direção: Ringan Ledwidge

No ano em que o diretor polonês Andrzej Zulawski e o ator Angus Scrimm nos deixou, a musa Rosamund Pike juntou-se ao trip-hop do Massive Attack e incorporou Isabelle Adjani nessa combinação de Possessão (1981) e Fantasma (1979).

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3 – Flying Lotus – FUCKKKYOUUU

Direção: Eddie Alcazar

“Is it the sea you hear in me,
Its dissatisfactions?
Or the voice of nothing, that was your madness?
I let her go. I let her go
Diminished and flat, as after radical surgery.
How your bad dreams possess and endow me.”
Trechos de Elm, texto escrito por Sylvia Plath que ecoam nesse soturno curta do Flying Lotus.

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2 – Jamie XX – Gosh

Direção: Romain Gavras

Visualmente talvez seja uma das coisas mais bonitas que qualquer um vá ver esse ano. Quem diria que a batida do Jamie seria a combinação perfeita com a atmosfera soviética?

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1 – Beyoncé – Lemonade

Direção: Mark Romanek, Warsan Shire, Jonas Akerlund, Tood Tourso, Dikayl Rimmasch, Melina Matsoukas, Kahlil Joseph

Esse ano foi O ano de Beyoncé, que elevou seu aclamadíssimo Lemonade a um novo patamar quando lançou na HBO sua versão audiovisual. Traição, mulher, empoderamento, machismo, racismo, opressão, desigualdade, sororidade, nada ficou de fora. Será eternamente lembrada como símbolo da resistência numa época que clama por luta.

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O que vem por ai em Dezembro

Dezembro normalmente é aquele mês que os shows são um pouco mais escassos, de uns anos para cá muitos shows lotaram datas durante o ano inteiro, chegando ater uma semana inteira de show e o último m~es do ano normalmente tem um pequeno número comparado com os outros meses. Ano passado o grande nome de Dezembro foi David Gilmour, já esse ano temos muitos grandes, médios e pequenos nomes que farão do fim de 2016 um dos melhores meses para shows. Aqui no Discophenia você confere o que vai rolar no mês em São Paulo e quem sabe se presentear com um showzinho antes do Natal.

Como Foi: Popload Gig #46 na Audio Club

O querido Popload Gig chegou a sua 46ª edição e trouxe não um, mas dois artistas para fazer da noite de quarta-feira uma explosão de sentimentos e felicidades. A primeira artista era ninguém mais ninguém menos que Courtney Barnett a australiana sensação de 2015 e o Fofolk-praise-the-sun do Edward Sharpe & the Magnetic Zeros. Estilos diferentes, mas que juntos trouxe um bom público para a Audio Club.

Como Foi: Balaclava Fest na Clash Club

Eu já cansei de falar, mas OBRIGADO BALACLAVA. Desde que eles começaram a produzir shows, uma parcela pouco representada da música sofria com a falta de certos artistas e estilos musicais em festivais razoavelmente pequenos e a preços justos e mais uma vez a Balaclava conseguiu realizar um ótimo festival sem grandes proporções, mas agradável e divertido.

Como Foi: Toots and The Maytals

Todo mundo já teve sua fase curtidora de Ska/Reggae, pode ter sido muito breve influenciado por músicas mais popzinhas, pode ter sido algo mais instrumental e de raiz, você pode até ter se convertido ao rastafári e ter usado dread durante sua juventude, independente de como você curtiu e foi apresentado ao mundo da música vinda da Jamaica uma coisa fica clara: O estilo abre um sorriso em todo mundo.

Como Foi: Popload Festival 2016

O Popload sempre foi um dos grandes nomes do jornalismo de música Indie e seus derivados, além de trazer informações sobre o mundo da música eles também sempre trazem artistas para shows no Brasil. Ao ir crescendo, os shows foram crescendo também até surgir o Popload Festival, que chega a sua terceira edição em 2016 trazendo dois grandes nomes do indie/alternativo dos anos 2000: The Libertines e Wilco.

Como Foi: Scorpions

Scorpions, uma das maiores bandas de rock do mundo, voltou ao Brasil para fazer a festa dos fãs em um show cheio de vitalidade, fan service e, infelizmente, um som baixo. O primeiro show que eu fui na vida foi do Scorpions em 2007, na época eu achava que aquilo era algo genial, uma banda cheia de guitarras, solos e interação com o público. Naquele show eu vi pouco por que era muito baixinho e tava lá no fundão, ainda assim eu lembro como se fosse ontem do quão divertido aquela apresentação foi, com um setlist perfeito e som de primeira.

Playlist: Shows Marcantes da Equipe do Discophenia

Se existe algo que a equipe do Discophenia ama tanto quanto música, esse algo é música ao vivo. Nossos colaboradores foram a centenas de shows, mas sempre tem aquele show especial com um trecho memorável. A pedido do Spotify Brasil, cada um de nós montamos uma playlist com músicas que remetem a estes momentos marcantes em shows. Antes de mais nada, dê um play na playlist para acompanhar os relatos de cada colaborador!

Como Foi: Reel Big Fish

Hora de votlar aos anos 90 com uma das bandas mais divertidas que já pisaram no Cine Joia: o Reel Big Fish. Com seu Ska/Punk/Rock típico da California o sexteto formado por Matt Appleton, Derek Gibbs, John Christianson, Billy Kottage, Edward Larsen e o único membro da formação original Aaron Barret lotaram o Cine Joia de bermudas tectel da Mormai e nostalgia.