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Playlist: Shows Marcantes da Equipe do Discophenia

Se existe algo que a equipe do Discophenia ama tanto quanto música, esse algo é música ao vivo. Nossos colaboradores foram a centenas de shows, mas sempre tem aquele show especial com um trecho memorável. A pedido do Spotify Brasil, cada um de nós montamos uma playlist com músicas que remetem a estes momentos marcantes em shows. Antes de mais nada, dê um play na playlist para acompanhar os relatos de cada colaborador!

Bruna Meda

  • Heartbreaker (MSTRKRFT no SWU 2010)

O festival SWU de 2010 foi o começo de uma fase independente da minha vida, foi a primeira vez acampando pela música e 3 dias que marcaram o início de algumas outras aventuras que passei pela energia incrível dos festivais. MSTRKRFT também foi o início da minha presença nos palcos eletrônicos, a dupla sempre me atraiu pela personalidade nos singles e remixes que fogem do eletrônico batido e sintetizadores convencionais, “Heartbreaker” foi a primeira música que escutei deles e não poderia ficar fora dessa lista.

 

  • Unfinished Business (White Lies no Planeta Terra 2011)

White Lies resume a minha fase 2011 cheia de melancolia, surpresas e incertezas. O Planeta Terra Festival foi especialmente importante para o meu amadurecimento musical e emocional em um dia ensolarado, amigos queridos, uma lágrima escorrendo e a minha música favorita sendo tocada pela banda que eu mais ouvia no momento.

 

  • Tema di Malaika (Bixiga70 no SESC Belenzinho)

Bixiga70 marcou um novo momento pra mim, momento de pegar muita estrada, de soltar a alma na dança e abrir a mente pra eventos e festivais da cena musical independente. Entendi que esse universo musical é maravilhoso e o Bixiga70 foi a minha porta de entrada nele. A música Tema di Malaika é a minha favorita, e sempre que toca consegue levar meu pensamento pra um passeio na praia.

 

Kaue Lima

  • Hard to Explain (The Strokes no Planeta Terra Festival em 2011)

Pode parecer um trocadilho fácil, mas realmente é realmente dificil de explicar o que senti nesse dia. Grande parte das pessoas que sou mais próximo hoje, conheci pessoalmente nesse dia. Éramos um grupo no Last.FM (sim, fui responsável por uma grande porcentagem da atividade do aplicativo nessa época) que nos transformamos em grandes amigos principalmente a partir desse dia, quando parte de nós se conheceu pessoalmente. Sem eles meu gosto musical hoje em dia seria muito mais limitado do que é hoje em dia e talvez esse blog que vocês lêem não estaria mais funcionando.

 

  • Start Wearing Purple (Gogol Bordello no Beco SP em 2012)

Definitivamente um dos shows com mais energia por metro quadrado da minha vida. Quem me olhava depois do show tinha a clara sensação que eu estava saindo de baixo de um chuveiro pela quantidade de suor que os inúmeros pulos e tentativas (falhas) de danças ciganas que aconteceram naquela noite. A música Start Wearing Purple já me animava profundamente antes desse dia, mas nesse momento percebi que esse sentimento não era só meu mas sim das outras várias pessoas que ao começar a música entraram em êxtase cantando, pulando e se abraçando no meio da pista.

 

  • The Bay (Metronomy no Beco SP em 2011)

O show do Metronomy além de ter sido ótimo em questões musicais por ser parte da turnê do ótimo The English Riviera, foi o show que deixou claro para mim que eu gostaria de entrar para o mundo da fotografia de shows. Eu, que já estava faz bastante tempo estudando a possibilidade de começar a fotografar mais a sério, fiquei grudado com o palco do show prestando atenção aos mínimos detalhes do show. Após esse dia fiquei decidido a comprar minha primeira “câmera de verdade” (Uma Canon T2i) e assim que consegui comprar a câmera, meu primeiro show (Ladyhawke e I’m From Barcelona) já teve uma cobertura fotográfica para o Discophenia.

 

Rafael Andres

  • Why Is It So Hard (Charles Bradley no SESC Pompeia em 2015)

Em 2015 fui para a Europa ver alguns showzinhos de bandas que eu amo entre elas Interpol, American Football, Death Cab For Cutie, Mineral, We Were Promised Jetpacks, Spiritualized, Damien Rice, Ride e uma porrada de outras bandas, tava tão pilhado que não conseguia pensar em outra coisa, era minha primeira viagem internacional para ver bandas que eu queria muito ver, um dia antes teve o show do Charles Bradley no SESC Pompeia e mesmo sem cabeça fui assistir o cara que eu sabia mais da história do que de sua música. Sempre que escutava o nome dele eu confundia com o jogador de basquete Charles Barkley, falava “sério que o Charles Bradley canta????” Fui ver nas webs quem era o cara e conheci sua história, como ele começou sua carreira, como foi descoberto, todos seus problemas de vida e como sua música era boa. Porém ao vivo é totalmente outra história, além da perfeição vocal, sua presença de palco e principalmente a emoção de cantar fez desse show melhor que todos os que eu vi na Europa, você conseguia sentir todas as palavras que ele soltava como um soco na cara, sua humildade, a paixão e as dificuldades e em “Why Is It So Hard” não tinha uma pessoa ali que não estivesse emocionada, tudo que eu já vi e fiz musicalmente não se comparam a alma que Charles apresentou nessa canção, não é a toa que se chama Soul, por que realmente é uma música que vem da alma do artista para nossa alma.

 

  • Your Hand in Mine (Explosions in the Sky no SESC Belezinho em 2013)

Talvez o melhor momento musical da minha vida, Your Hand In Mine no Sesc Belenzinho em 2013 marcou tanto de forma positiva, quanto de forma negativa. Tantos perrengues emocionais que aconteceram durante aquele mês de maio e essa música foi um ponto de escape emocional onde toda tristeza se tornou em alegria. Durante um pouco mais de oito minutos o Sesc Belenzinho ficou em total silêncio, era possível escutar a batida do pé de Munaf Rayani marcando o compasso, a respirada mais densa do baterista esperando sua entrada, nenhuma palma, nenhum grito, nenhuma conversa paralela, todos unidos em silêncio para apreciar uma das músicas mais emocionais que sem palavras conseguem expressar grandes sentimentos. Sorrisos, lágrimas, olhos fechados, notas erradas, tudo isso junto com a ótima iluminação e equalização do som da casa fizeram desse show e essa música em especial um dos grandes momentos não só musicais, mas emocionais de toda a minha vida. Nunca agradeci tanto pelo Sónar ter sido cancelado. “The world is not a cold dead place… because you’re listening”

 

  • Rock You Like a Hurricane (Scorpions – Credicard Hall-SP em 2007)

O primeiro show a gente nunca esquece! Eu tinha meus quinze anos e adorava um bom e velho rock, era viciado em guitarras, linhas de baixo e baterias explosivas. Esse show na teoria era a da turnê de despedida, essa despedida rola até hoje, inclusive com shows no Brasil esse ano (2016), Na época não era ligado nas webs então era uma oportunidade única de ver as lendas do rock alemão no palco e foi sensacional, tudo redondinho, todos os hits, tudo que um jovem na sua adolescência queria.

 

Raphael Ocelli

  • Take You On A Cruise (Interpol – Planeta Terra Festival em 2011)

Interpol sempre foi uma das bandas que mais gostei e esse show no Planeta Terra foi definitivamente a realização de um grande sonho. Luzes vermelhas e fumaça. Quando as primeiras notas de Take You On a Cruise saiu foi como estar hipnotizado até o fim.

 

  • Drumming Song (Florence and the Machine – Lollapalooza Brasil em 2016)

Uma das melhores músicas da banda foi escolhida para encerrar o Lollapalooza desse ano. Depois de um fim de semana com vários shows, o som catártico do tambor em junção com a voz única da Florence e uma chuva que muito provavelmente foi invocada por ela, foi o final perfeito.

 

  • Testify (Rage Against the Machine – SWU em 2010)

A primeira passagem da banda pelo Brasil ficou marcada para sempre pelas polêmicas que antecederam o show (a banda incentivou o povo a derrubar as grades que separavam as áreas do evento), pelas eleições de 2010, pelo corte durante a transmissão e pela multidão enlouquecida quando a estrela vermelha surgiu no palco. Tem musica mais apropriada para momento?

 

Rodolfo Yuzo

  • Intervention (Arcade Fire – Molson Canadian Amphitheatre)

Desde o lançamento do Suburbs, meu amor por Arcade Fire crescia a cada dia. Os dois shows que aconteceram no Brasil em 2014 não foram suficientes para saciar a minha vontade de vê-los ao vivo. Além de ter ido ao Coachella 2014, decidi fazer uma bate e volta pro Canadá para ver os dois últimos shows da turnê Reflektor, que aconteceriam em Toronto e Montreal. Tentei segurar o choro, mas Intervention foi uma música inesperada que me deixou em prantos.

 

  • Comigo (Elza Soares – Teatro SESC Pompeia)

Depois de passar por momentos tão delicados, o lançamento de “A Mulher do Fim do Mundo” foi uma baita surpresa. Ouvir a visceral canção “Comigo” ao vivo é algo que me despedaçou. Foi algo tão poderoso que pude, apenas pela sua voz e o silêncio, sentir um pouco de sua dor abrindo um rombo no meu peito. Tão marcante como uma cicatriz.

 

  • True Love Will Find You in the End (Wilco – Festival Solid Sound em Massachusetts)

Wilco é uma banda que divide meu coração junto com Arcade Fire. Também cansado de esperar um show deles em terras tupiniquins, decidi viajar para o interior de Massachusetts onde aconteceu o festival Solid Sound (que tem a curadoria do Wilco, além de performance dos mesmos). O cover de Daniel Johnston foi especialmente marcante por ser uma das músicas da minha vida.

 

Motion Designer formado em Produção Multimídia. Aspirante a cinegrafista, jogador de videogame semi-profissional (aos domingos) e gostaria de morar em um castelo de Bacon.

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