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Como Foi: Scorpions

Scorpions, uma das maiores bandas de rock do mundo, voltou ao Brasil para fazer a festa dos fãs em um show cheio de vitalidade, fan service e, infelizmente, um som baixo. O primeiro show que eu fui na vida foi do Scorpions em 2007, na época eu achava que aquilo era algo genial, uma banda cheia de guitarras, solos e interação com o público. Naquele show eu vi pouco por que era muito baixinho e tava lá no fundão, ainda assim eu lembro como se fosse ontem do quão divertido aquela apresentação foi, com um setlist perfeito e som de primeira.


Alguns anos depois eu iria novamente para o show dos alemães: mesmos amigos, quase o mesmo setlist e ainda assim um ótimo show, dessa vez eu consegui ver um pouco mais. Em 2016 fui pela terceira vez ao show do Scorpions e as coisas foram quase as mesmas, porém agora com um olhar mais crítico, maior conhecimento do mundo da música e dos concertos eu cheguei a conclusão que realmente o Scorpions é uma banda de primeira.

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Vamos começar pelo seu público: bem variado, mas todos aqueles que podem ter 16 anos e já são os tiozões kiss fm, para comprovar isso, ao passar no telão a propaganda do Simple Plan a galera não chegou a vaiar, mas faziam piadinhas aqui e ali. Porém o público tava mais receptivo do que eu imaginava que seria e tirando os trocentos celulares durante o show toda vez que alguém da banda ia para o palco estendido tudo foi quase perfeito, com gente pulando, cantando e respeitando o coleguinha do lado.

Com cinquenta e um anos de carreira e quinze álbuns a banda veio com os dois membros originais: o vocalista Klaus Meine e Rudolf Schenker que junto com Matthias Jabs, James Kottak e Pawel Maciwoda mostraram que a idade só faz bem para o Scorpions, claro que a cada ano que passa a voz vai perdendo um pouco de força, os movimentos no palco ficam mais truncados, mas isso não impediu a banda de animar o público como uma grande banda de rock tem a obrigação de fazer.

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Em mais de quinze músicas no setlist passando por toda a história da banda, muitos podem falar que faltaram algumas músicas como Bad Boys Running Wild, mas não da para reclamar do set que contou com The Zoo, Always Somewhere, Send Me An Angel, Wind of Change, Dynamite além dos hits majoritários como No One Like You, Still Loving You e Rock You like A Hurricane.

O palco dos caras estava sensacional, coisa de show em Rock in Rio, com telões gigantescos e uma plataforma onde a bateria ficava e eventualmente alguns membros da banda subiam para fazer uma graça,além disso tinha extensão de palco onde a todo momento alguém ia para fazer a alegria da galera, além do momento acústico que foi feito todo ali.

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Falando em fazer a alegria do povo, a todo momento Klaus tacava baquetas, muitas baquetas (sério muitas mesmo) toda hora que ele pegava o cowbel ou a meia-lua. Além dos souvenires a banda apresentou um telão cheio de história com imagens de clipes e um mosaico com todas as capas de álbum da banda além é claro de uma gigantesca bandeira do Brasil, para delírio da galera. Entre algumas pausas Klaus falava com o público, falando da história da banda, mandando beijos e abraços para o caloroso povo brasileiro, apresentando canções e cantando parabéns para Rudolf que era o aniversariante da semana.

Um dos poucos pontos fracos da banda ficou por conta do som que para a a galera da frente estava tudo muito baixo, alguns solos de guitarra eram quase inaudíveis e até o solo de bateria, momento que todo mundo ficou em êxtase, ficou um pouco apagado, mas isso não foi suficiente para estragar a noite do público que saiu sorrindo, com baquetas, palhetas e até lágrimas nos olhos. Um show desses, de uma banda dessas, merece um respeito enorme e deveria servir como uma aula de como fazer um espetáculo espontâneo e de qualidade, coisa que muitas vezes falta nas bandas atuais.

Voltem quantas vezes quiser, Scorpions, pois seu show é para todos aqueles que adoram um heavy metal clássico, cheio de firulas e empolgante que só melhora ao envelhecer.

Uma mistura de personagens fictícios desde Doug Funnie até Rob Gordon, escuta desde Creed até Richard Strauss, presidente do fã clube da novela Kubanacan e baixista da Que Rubens os Tambores #ad

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