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Como Foi: Toots and The Maytals

Todo mundo já teve sua fase curtidora de Ska/Reggae, pode ter sido muito breve influenciado por músicas mais popzinhas, pode ter sido algo mais instrumental e de raiz, você pode até ter se convertido ao rastafári e ter usado dread durante sua juventude, independente de como você curtiu e foi apresentado ao mundo da música vinda da Jamaica uma coisa fica clara: O estilo abre um sorriso em todo mundo.

Em 2016 tivemos bons shows de Ska como Reel Big Fish, The Mighty Mighty Bosstones e Tokyo Ska Paradise Orchestra, para compeltar o ciclo de shows de Reggae/Ska no Brasil tivemos a lenda do gênero: Toots and The Maytals. Na ativa desde os anos 60 o grupo liderado por Frederick “Toots” Hibbert é considerado um dos pais do Reggae, principalmente por ter sido o primeiro artista a utilizar a palavra Reggae. entre diversas indas e vindas e hiatos a banda teve diversas formações, mas Toots sempre esteve lá como frontman e sempre esbanjando alegria por onde passa.

Com um Cine Joia lotado de pessoas que iam desde os Punks carecas e seus suspensórios, até os punks anarquistas e seus cabelos espetados, das pessoas cheias de dread até os alternativos indies, dos casais mais velhos até os casais de polo. Tinha público de tudo quanto é tipo de estilo ali lotando a casa para ver o grande nome da Jamaica. Antes de começar o show, os DJs utilizavam seus vinis para fazer o som, mas por algum motivo a música chegava na metade e voltava para o começo, como se alguém tivesse tentando fazer algo diferente, mas só conseguia reiniciar a música.

Passado esse momento estranho a banda subiu ao palco e o guitarrista Carl Harvey foi até o microfone e conversou com o público: “Vocês vieram ver o Toots & The Maytals, mas antes uma calorosa salva de palmas para sua filha, Leba!” A filha de Toots subiu ao palco para mostrar todo seu poder vocal cantando duas músicas e aquecendo o público para o pai que entraria logo depois agradecendo ao público brasileiro pelo carinho e já tocando Fire Burning In My Soul. No público todos dançavam e sorriam, alguns mais bêbados se empolgavam um pouco e empurravam os outros de forma amigável, se fosse um outro tipo de artista certamente teria dado briga, mas todo mundo ali levou na brincadeira.

Com um som alegre e dançante, Toots era só sorrisos no palco, sua banda meio apagada ficou a todo momento em segundo plano, não tendo grandes destaques ou solos. Os sopros eram feitos pelo tecladista, o que deixou as coisas um pouco artificial, afinal esse tipo de música com sopros ao vivo fica muito mais empolgante. Os hits não ficaram de fora, afinal um artista clássico não pode deixar de tocar seus clássicos então Monkey Man e Pressure Drop foram os pontos altos da noite.

Sem grandes estrelismos e firulas o show foi divertido pelo público que não parava e por ver uma lenda do Reggae/Ska ao vivo, mas num geral o show foi um tanto quanto morno, a banda de apoio que normalmente nesses shows se destacam, ficou apagada e a voz estridente de Toots rasgava os amplificadores deixando qualquer outro instrumento abafado pela voz do vocalista que em alguns momentos tentava fazer uns passos de dança no seu próprio quadrado.

Um show alegre e que uniu todas as tribos, mas que não tem nada de excepcional, para quem é fã do estilo é uma obrigatoriedade assistir, principalmente com os amigos, mas se você for um fã casual daqueles de “poxa nem sabia que essa música é deles” o show acaba se tornando raso, porém divertido, afinal o estilo é um dos poucos que não tem como dar errado ao vivo.

Uma mistura de personagens fictícios desde Doug Funnie até Rob Gordon, escuta desde Creed até Richard Strauss, presidente do fã clube da novela Kubanacan e baixista da Que Rubens os Tambores #ad

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