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Como Foi: Popload Gig #46 na Audio Club

O querido Popload Gig chegou a sua 46ª edição e trouxe não um, mas dois artistas para fazer da noite de quarta-feira uma explosão de sentimentos e felicidades. A primeira artista era ninguém mais ninguém menos que Courtney Barnett a australiana sensação de 2015 e o Fofolk-praise-the-sun do Edward Sharpe & the Magnetic Zeros. Estilos diferentes, mas que juntos trouxe um bom público para a Audio Club.

Em 2016 tivemos muitos shows e muitos Poploads, a maioria deles começaram razoavelmente no horário, infelizmente a questão de atraso voltou a se repetir na quarta-feira pós-feriado. Courtney Barnett entrou quase cinquenta minutos depois do programado e todos ali já fizeram a escolha: ou sair mais cedo e perder metade do show do Edward Sharpe ou ficar até o fim  depender de taxi. Infelizmente muita gente se ferrou com os horários, gente que veio de longe e dependia do transporte para voltar para a casa.

Mas, vamos falar de show. E que show foi esse da Courtney Barnett, com apenas um álbum nas costas a guitarrista, compositora e vocalista acompanhada de um baterista e um baixista fez um dos shows do ano, cheio de energia e atitude. Muita gente tem carisma em cima do palco e isso é ótimo, mas Courtney faz algo que poucos fazem: ter carisma nas músicas! Em estúdio já é possível notar esse carisma então ao vivo isso é elevado a um novo patamar, não é necessário ficar conversando com o público a todo momento, não precisa se jogar na galera, suas músicas já fazem isso naturalmente, então fica ai a dica: se tiverem a oportunidade vejam o show dessa mulher que é ótimo.

No setlist basicamente as músicas do álbum de estreia da artista, o aclamado Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, além de Three Packs a Day e Avant Gardner. Um ótimo show de uma artista que só tem a crescer no mundo da música (e que cresça, pois ela merece).

Ao acabar o show da Courtney, os fãs que vieram só por ela deixaram o local, que foi tomado por um grupo diferente de fãs, de todos os estilos: tinha os fãs que se vestiam igual hippies, tinha os lenhadores, tinha os indiezinhos, tinha os camisa-polo e os casais. Não esperava que fosse ter tantos públicos diferentes para o show do Edward Sharpe & the Magnetic Zeros e o mais interessante: a galera ali da frente cantava tudo, TUDO MESMO!

Mesmo depois da demora para começar o show, o fofolk de Edward Sharpe & the Magnetic Zeros, liderados por Alex Ebert compensou tocando aquilo que os fãs queriam tocar, logo no começo Alex falou “normalmente tocamos em festival, com um tempo bem curto, é bom estar aqui para um show nosso”. Ainda assim foi um show com poucas músicas, muitas delas longas o que diminuiu a quantidade de canções apresentadas. Entre elas Wake Up the Sun e 40 Day Dream. A todo momento Alex conversava com o público, que respondia fazendo perguntas, pedindo músicas e dando risada.

Num geral o show foi algo bem acolhedor, daqueles de grupos hippies que moram na praça perto da sua casa e vendem sua arte, daqueles que você se perde em uma cidadezinha e fica na companhia desses caras e o público bem animado com tudo o que acontecia (pessoas perto de mim relatavam, na segunda música, que era o show da vida delas).

Chegando ao final Alex atendeu a pedidos do público e cantou um pouquinho de Simplest Love, antes de tocarem a música mais famosa Home, que por incrível que pareça foi uma das músicas mais fracas do show. A música em questão sempre teve uma cara de felicidade e empolgação, coisa que na música não foi passada, a banda nesse momento já parecia cansada e o público compensava fazendo a parte da Jade de forma impecável. Na parte falada Alex chamou uma galera para contar suas histórias, momento fofo e divertido do show que surpreendeu positivamente.

Apesar dos atrasos os shows foram muito bons e valem o ingresso razoavelmente caro, produção, luz e som estavam ótimos e é claro a apresentação dos dois artistas foram excelentes! Os dois grupos tem grandes chances de voltar, principalmente para festival, são ótimos para o horário das 3h da tarde para animar público.

Uma mistura de personagens fictícios desde Doug Funnie até Rob Gordon, escuta desde Creed até Richard Strauss, presidente do fã clube da novela Kubanacan e baixista da Que Rubens os Tambores #ad

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