Os melhores álbuns de 2014

A equipe do Discophenia escutou vários discos esse ano e cada membro fechou uma lista com 10 de seus favoritos. Descubra os grandes álbuns de 2014 nessa retrospectiva passando pelo melhor do rock, rap, pop, folk, indie e do r&b.

Rafael Andres

10- Tigers Jaw – Charmer

09- We Are Scientists – TV en Français

08- Mode Moderne – Occult Delight

07- Holger – Holger

06- Johnny Foreigner – You Can Do Better

05- Damon Albarn – Everyday Robots

04- Weezer – Everything Will Be Alright In The End

03- Interpol – El Pintor

02- Dry The River – Alarms In The Heart

01- We Were Promised Jetpacks – Unravelling



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Gabriel Mendes

10- Taylor Mcferrin – Early Riser

9- Juçara Marçal – Encarnado

8- Mastodon – Once More ‘Round the Sun

7- BadBadNotGood – III

6- TVOTR – Seeds

5- Run the Jewels – Run The Jewels 2

4- Sharon Van Etten – Are We There

3- Flying Lotus – You’re Dead

2- Aphex Twin – Syro

1- FKA Twigs – LP1

 

 

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Bruno Brujes

10- Talking Transgender Dysphoria Blues – Against Me!

9- …And Star Power – Foxygen 

8- Songs of innocence – U2

7- Salad Days – Mac Demarco

6- Everyday Robots – Damon Albarn 

5- 48:13 – Kasabian 

4 – Atlas – Real Estate 

3 – El Pintor – Interpol

2- Alvvays – Alvvays

1- Manhattan – Skaters 

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Rodolfo Yuzo

10- Ben Frost – A U R O R A

09- Tweedy – Sukierae

08- Real Estate – Atlas

07- Aphex Twin – Syro 

06- Juçara Marçal – Encarnado

05- FKA Twigs – LP1

04- St. Vincent – St. Vincent

03- Run The Jewels – ‘Run The Jewels 2

02- Freddie Gibbs & Madlib – Piñata 

01- Flying Lotus – You’re Dead

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Raphael Ocelli

10- Alt-J – This is All Yours

9- Real Estate – Atlas

8- Juçara Marçal – Encarnado

7- Cloud Nothing – Here and Nowhere Else

6- Ought – More Than Any Other Day

5- Chet Faker – Built on Glass

4- The Twilight Sad – Nobody Wants You Here and Nobody Wants to Leave

3- Interpol – El Pintor

2- Lana Del Rey – Ultraviolence

1- Crosses – Crosses

 

Os melhores clipes de 2014

Preparamos uma lista com os 10 grandes clipes de 2014, ano que ficará marcado por vários (e excelentes) clipes de dança. É para abrir os olhos, escutar, e dançar.

10 – Interpol – All the Rage Back Home

Paul Banks e seu clássico preto e branco entre baixos e ondas.

 

9 – Savages – Fuckers

Beth deixa seu recado “Don’t let the fuckers get you down”.

 

8 – Alt-J – Hunger of the Pine

Alt-J com Miley Cyrus, alguém conseguiu imaginar isso durante a vida?

 

7 – Washed Out – Weightless

David Altobelli foi a escolha perfeita do Washed Out para dirigir o clipe da canção Weightless. É o clássico first world problem que não deixa de ser emocionante. É sobre correr atrás, arriscar, ter o coração partido, e perceber que apesar de tudo você não precisa carregar tanto peso assim.

 

6 – Jamie xx – Sleep Sound

“All the music around me was silence in my head
All the silence around me was music in my head
Love was all the silence, all the music, around me and in my head”
Precisa dizer mais?

 

5 – Arcade Fire – We Exist

Mais um ano com o Arcade Fire na nossa lista. Dessa vez o diretor convidou o ator, Andrew Garfield, para fazer o papel de um transgênero, em uma música feita pela banda para a causa LGBT. O resultado dessa escolha foi muita polêmica e um dos clipes mais lindos do ano.

 

4 – Cage the Elephant – Cigarette Daydreams

Mark Pellington e sua viagem noir entre memórias de uma L.A. que já fez tantas mulheres sofrerem, com ecos da clássica personagem de Faye Dunaway em Chinatown.

 

3 – Sia – Chandelier

Algumas vezes o pop aparece com uma boa música, e dessa boa música nasce um grande clipe. Seja por toda a expressão da garota de 11 anos dançando pela casa ou pelos planos sequência de pura piração, Chandelier é pra ver, rever e rever.

 

2 – Queens of the Stone Age – Smooth Sailing

Drogas, sexo, asiáticos, apostas, mulheres, “viagens” e Josh Homme. É a versão do Queens of the Stone Age para “Se beber, não case”.

E a quanto tempo uma música não combinava tanto assim com um clipe?

 

1 – Flying Lotus – Never Catch Me (feat. Kendrick Lamar)

O batidão do FlyLo com o Lamar também tem dança. É um coming of age de quase 5 minutos que homenageia o soul, o black, o hip-hop e também é o clipe mais legal de 2014 de acordo com nossa lista.

Festival de Jazz de New Orleans

Começa amanhã o maior festival no sul dos Estados Unidos, o gigante New Orleans Jazz & Heritage Festival 2014. O lineup esse ano tem conta com o peso de headliners como Bruce Springsteen, Arcade Fire, Eric Clapton, Foster the People, Robert Plant, Vampire Weekend e Christina Aguilera.

Este ano o famoso Jazz Fest irá homenagear a cultura brasileira, e o Discophenia vai cobrir com exclusividade o festival, que continua durante a próxima semana e só termina no dia 4 de Maio.

O festival terá participação de bandas brasileiras, como o Riccardo Crespo & Sol Brasil, Afoxé Omô Nilê Ogunjá, Baiana System, Ginga Mundo Capoeira, entre outras, e também comidas típicas, como acarajé (inclusive em versão vegan) e pão de queijo.

O Discophenia preparou uma lista de algumas músicas dos artistas que vão aparecer no festival, mas que não são tão conhecidos do público. Confira!

Rodriguez
O compositor e cantor norte americano mais famoso da África do Sul, conhecido mundialmente após o sucesso do seu documentário Searching for Sugar Man, é uma das atrações mais imperdiveis do festival.

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The head and the heart
O grupo de folk da cidade de Seattle vem crescendo bastante nos últimos anos e participando de todos os grandes festivais dos EUA, entre eles o Coachella e o Bonnaroo.

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Alabama Shakes
O grupo que teve sua excelente estréia pro público brasileiro durante o Lollapalooza 2013, só vem aumentando seu status, mas ainda sim merece um reconhecimento maior.

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Solange
Moradora de New Orleans e irmã da superstar, Beyoncé Knowles, Solange é uma das artistas mais promissoras dessa geração. A cantora vem participando de todos os grandes festivais dos EUA e já passou inclusive pelo Brasil.

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Preservation Hall Jazz Band
Talvez a banda de jazz mais famosa e conhecida da cidade de New Orleans, e mesmo assim ainda não é tão conhecida mundialmente. Na última semana se apresentou no Coachella e fez uma participação no incrível show do Arcade Fire.

Festivais do Outono Americano: Austin City Limits 2013

O Discophenia cobriu com exclusividade o primeiro fim de semana do Austin City Limits, na capital do Lone Star State, que aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2013. A versão de 2013 do ACL escalou um grande time de headliners, para deixar qualquer um louco de indecisão na hora de programar seus horários. Muse, Depeche Mode, Kings of Leon, The Cure, Atoms for Peace e Lionel Richie, foram os nomes selecionados para fecharem os três dias em Austin. Escolher toda a agenda de cada dia do festival resultava em abrir mão de vários favoritos para ver os “mais favoritos”.

ACL

No primeiro dia, cheguei no Zilker Park bem cedo. O parque é lindo e o tempo ajudou bastante. Muito verde, muito sol, um enorme campo aberto onde eram realizados os shows e, ao fundo do palco principal, era possível ver os gigantescos arranha-céis da capital texana (e símbolo do festival). Ambiente e vibe perfeita para um festival de música, na capital mundial da música ao vivo. O que não se repetiu no segundo fim de semana, que teve sério problemas (chegando a cancelar o terceiro dia por causa da intensa chuva).

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(Foto: Austin City Limits)

No primeiro dia os destaques foram:
A vocalista do Savages, Beth, tem uma presença incrível. Vestida completamente de preto, dançava, gritava, xingava e conversava com um sorriso estampado no rosto. Ela dedicou She will “to the ladies”, em suas próprias palavras. Um dos melhores debuts de 2013, pequena grande banda, show imperdível.

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Alex Turner (Foto: Johnny Firecloud)

Arctic Monkeys fez um show simples, rápido e muito bom durante o pôr-do-sol naquele dia.

O trio do Muse tiveram sérios problemas técnicos durante a apresentação, o que não desanimou a banda. Tentaram dar o melhor de si para reparar todos os problemas e ainda sim foi um dos shows que mais me agradaram no ACL.

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Matt Bellamy, vocalista do Muse, que encerrou a primeira noite do festival (Foto: Johnny Firecloud)

No segundo dia assisti as meninas do HAIM, que fizeram um show bem cheio e animado. Depois segui para ver o Portugal. The Man, um dos shows que eu mais aguardava e um dos meus favoritos do festival (ainda não entendi porque tocam iniciam e terminam o show com a mesma música, mas ok).

Wilco, fez um show simples e certeiro combinando com o belíssimo pôr-do-sol daquele sábado. A banda de Nashville, Kings of Leon, finalizou o segundo com um dos shows mais lotados e aguardados do ACL.

Os escoceses do Franz Ferdinand fizeram um show bem animado na ensolarada tarde do último dia do festival (que parecia ficar mais quente a cada dia).

Matt Berninger e sua voz de cortar a alma, fez do show do National um dos melhores do festival e um dos melhores que já vi.

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Thom Yorke e Flea durante apresentação do Atoms for Peace no primeiro fim de semana do festival (Foto: Johnny Firecloud)

Pra finalizar o festival embarquei na “viagem” que começou com os australianos do Tame Impala e seu tigre, e foi terminar com o Atoms for Peace e seu megalomaníaco show com bilhões de neons, Thom Yorke e suas danças, Flea de saia mais possuído do que nunca, e o percussionista brasileiro, Mauro Refosco, que acenou com um “jóia” quando me viu no meio da multidão com a bandeira do Brasil e depois voltou pro encore com uma camiseta “Não a pec”. Não consigo escolher um favorito entre todos do festival, mas com certeza o que o Atoms for Peace fez naquela noite entrou para a história do Austin City Limits.

Discophenia no Austin City Limits

Austin é conhecida como a capital mundial da música ao vivo. Duas vezes por ano os holofotes se viram para a cidade que recebe os gigantes do mundo da música e os futuros nomes que farão muita gente enlouquecer ao redor do planeta. O festival South by Southwest, que todos os anos revela algumas novidades e o Austin City Limits, que caminha para se tornar um dos maiores festivais do planeta.

ACL