dEUS não é brasileiro, mas fez uma parada em São Paulo

Ok, acho que essa será a primeira e última piada envolvendo Deus e a banda belga dEUS, mas que eles mereciam ser louvados pela apresentação que fizeram quinta-feira (23/04) no SESC Pompeia mereciam.

dEUS é uma banda belga que se eu tivesse uma definição de estilo definiria, mas entre as misturas de som podemos classificar a banda (não que isso diga muito) como Art-Experimental-Em Partes Progressiva-Indie-Wave–Post Punk-Pop-Rock e que está na ativa desde 1991, como a maior parte das bandas pré-00 houveram reformulações na formação que hoje conta somente com dois membros originais: o vocalista e guitarrista Tom Barman e o tecladista/violinista Klaas Janzoons.

Com oito álbuns de estúdio mais alguns lives, dvds e compilações a banda faz um show explosivo e diferente do tipo de banda que comumente toca no Brasil e que vem dessa época dos anos 90, com um som que passa por influências de Tom Waits, Frank Zappa, New York Dolls, Television, David Bowie, New Order entre muitos outros artistas. A junção dessas influencias trás um som diferente de quase tudo que eu já escutei. Nunca fui um fã assíduo da banda, na verdade nunca parei para escutar, assisti alguns lives na internet e foi isso, nunca me aprofundei. Pelos lives a banda tinha cara de show de festival, assistir sentado às 3h da tarde, mas o show do SESC Pompeia mostrou que eles deveriam ser grandes, bem grandes e infelizmente nunca foram.

A banda fez um show de estádio para um público que lotou a choperia do SESC, Tom falou por quase todo show, arriscando um bom português. Falou que iriam tocar no Recife mas que um dia voltavam. Nas músicas Tom dividia seu tempo entre cantar, tocar guitarra e a bateria de efeitos, enquanto isso outros membros da banda tocavam seus instrumentos e cantavam, uma das boas peculiaridades da banda é essa movimentação de vocalistas, todos ali cantam, cada um em seu momento e isso deixa as músicas dinâmicas e diversificadas, lembrando a um pouco Apanhador Só que por mais que tinham um vocalista fixo faziam rotação de instrumentos.

Num total de 17 músicas tocadas, os belgas revisitaram toda a carreira desde o debut Worst Case Scenario até Following Sea, último álbum da banda lançado em 2012. Os destaques ficam por conta da performance dos caras no palco e por músicas como Instant Street e seu lindo crescendo do meio para o final da música, If You Don’t Get What You Want, Sun Ra e Bad Timing.

O show do dEUS no SESC entra para a história de bandas que deveriam ser grandes mas não são, mesmo lotado o SESC não chegou a esgotar os ingressos. Em seu público, pessoas de todos os tipos e camisas, desde os tiozões que acompanham a banda desde seu surgimento até jovens com camisetas do Sonic Youth e Misfits descobrindo (ou redescobrindo) o som dos caras. Um show imperdível de uma banda imperdível, pode vir mais vezes como prometido dEUS que pelo menos o público de SESC vocês sempre terão.

De homenagens a solos de gaita, Donavon Frankenreiter faz um show completo e relaxante

O surf brasileiro está em alta, todos os olhares da mídia esportiva estão para o grande Gabriel Medina, surfista de 21 anos, que venceu o título mundial de surf no ano passado, se agora parece que o surf terá um maior respeito e um maior número de fãs, na música que muitos dos surfistas curtem isso já é um realidade, depois do Current Swell lotar o Beco, o adorador do surf e do Brasil, Donavon Frankenreiter, decidiu  pegar sua prancha para uma turnê brasileira.

The Hives – Mais uma vez um dos shows do ano

Se existe uma banda que poderia vir todo ano para o Brasil é o The Hives, os suecos podem trazer o mesmo set-list todas as vezes, porém sua animação, carinho pelos fãs e é claro qualidade musical sempre serão o diferencial. É por isso que os caras são queridos aqui no Brasil e lotaram o Cine Joia dias depois de terem tocado para um Anhembi lotado de fãs do Arcitc Monkeys.

The Drums – Uma show surpreendente não só musicalmente

Os nova-iorquinos do The Drums voltaram ao Brasil e fizeram um ótimo show regado a bom som, casa razoavelmente cheia, um bom setlist e algumas surpresas onde muitos poderiam dizer que a terceira vez é a da sorte. O duo indie que bota a galera para fritar nas pistas de danças de baladas da Augusta faz seu terceiro show na cidade de São Paulo para a turnê do (ótimo) terceiro álbum Encyclopedia.

Biffy Clyro – Um grande show exclusivo para os fãs

Biffy Clyro lá fora é uma banda razoavelmente grande, com uma boa fan base própria e que desde 1995 transitaram entre estilos, mas sem fugir muito de sua proposta fizeram seu caminho pelos maiores festivais europeus. Mesmo tendo uma longa carreira chegando ai nos seus 20 anos de estrada a banda realmente chegou aonde chegou em 2007 com Puzzle e em 2013 com Opposites se solidificou com uma das melhores bandas da atualidade.

Russian Red em SP – Sem crises políticas, só boas canções

A cantora espanhola que canta inglês Lourdes Hernández, conhecida pela alcunha Russian Red  ficou famosa mundialmente mais por ser o caso extraconjugal do jogador que pede música indie no fantástico (e no twitter) Xabi Alonso do que por sua música, por mais que a música seja muito, muito boa. Em sua primeira vinda ao Brasil, não faz feio e leva sorriso ao rosto do público em uma quinta feira agradável.