Allah-Las no SESC Pompeia

A Balaclava Records junto com a Brain Productions já são os heróis do submundo indie da música. Se você pensar em uma banda razoavelmente pequena e que se encaixa no perfil surf/noise/dream/alternative rock/pop pode ter certeza que tem alguma chance dessa banda vir para o Brasil pelos caras e melhor a um preço justíssimo de SESC. A banda da vez foi o Allah-Las.

O quarteto californiano esgotou o SESC Pompeia e apesar de ser um som revival onde a falta de inovação acaba deixando a música genérica, o Allah-Las em estúdio tem seus momentos. Com um surf rock ensolarado e dois álbuns de estúdios é impossível não curtir o som dos caras, mesmo que muitas musicas sejam quase idênticas umas as outras (ainda assim boas) e foi com esses dois álbuns, o self-titled de 2012 e Worship The Sun de 2014 a banda mostrou que nem sempre o que se ouve em estúdio é igual ao vivo.

Como eu disse acho esse tipo de música, se não tem algo que te anima logo de cara, genérico, algo que hoje em dia é muito comum nesse gênero de surf rock assim como outros como Indie Folk e o novo rock psicodélico, mas ao vivo Allah-las por mais que façam as coisas idênticas ao álbum de estúdio o som ao vivo é outra experiência é uma energia totalmente diferente.

A galera desde fãs assíduos que fritavam solos de guitarra invisível até os apreciadores do som que dançavam de olhos fechados junto com o clima praieiro que mistura um The Monkees com Beach Boys e até um Beatles fase Hard Day’s Night fizeram com que o show fosse muito bom, basta gostar de música ao vivo que qualquer um iria se divertir no show dos caras.

O setlist tocado variava entre os dois álbuns lançados com destaques para “Had it All”, “Follow You Down” e o hit “Catamaran”. Um show divertido, simples, sem firulas ou grandes produções, confortável para curtir uma noite de semana a um preço acessível e que voltem mais vezes pois é um show imperdível para quem gosta do estilo.

10 Músicas de 10 Álbuns [Abril]

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10) Waxahatchee – Ivy Tripp
Música: <
Estilo: Indie Pop/ArtPop
Para quem gosta de: Angel Olsen, Sharon Von Etten, Perfume Genius

9) This is The Kit – Bashed Out
Música: Bashed Out
Estilo: Indie Folk
Para quem gosta de: Sharon Von Etten, Sun Kil Moon, Marissa Nadler

8) Brian Wilson – No Pier Pressure
Música: Whatever Happened
Estilo: Pop Rock/Soft Rock
Para quem gosta de: The Beach Boys, Paul McCartney, Elvis Costello


7) Alabama Shakes – Sound & Color
Música: Future People
Estilo: Blues/Americana
Para quem gosta de: Gary Clark Jr., Benjamin Booker

6) Speedy Ortiz – Foil Deer
Música: Mister Difficult
Estilo: Indie
Para quem gosta de: Hole, Garbage, Cloud Nothings

5) Rocky Votolato – Hospital Handshakes
Música: Royal
Estilo: Indie Folk
Para quem gosta de: Iron & Wine, Bon Iver, City And Colour

4) Wire – Wire
Música: In Manchester
Estilo: Post-Punk/Madchester
Para quem gosta de: Gang of Four, The Fall, PIL

3) Quarto Negro – Amor Violento
Música: Espírito Vago
Estilo: Indie/Dream Pop
Para quem gosta de: Pullovers, Câmera, O Cantor Mudo e a Sonora Vaia

2) Blur – The Magic Whip
Música: My Terracotta Heart
Estilo: Alternative Rock/Britpop
Para quem gosta de: Oasis, Supergrass, Pulp


1) Braids – Deep In The Iris
Música: Taste
Estilo: Dream Pop/ArtPop
Para quem gosta de: Chverches, Grimes, Purity Ring

dEUS não é brasileiro, mas fez uma parada em São Paulo

Ok, acho que essa será a primeira e última piada envolvendo Deus e a banda belga dEUS, mas que eles mereciam ser louvados pela apresentação que fizeram quinta-feira (23/04) no SESC Pompeia mereciam.

dEUS é uma banda belga que se eu tivesse uma definição de estilo definiria, mas entre as misturas de som podemos classificar a banda (não que isso diga muito) como Art-Experimental-Em Partes Progressiva-Indie-Wave–Post Punk-Pop-Rock e que está na ativa desde 1991, como a maior parte das bandas pré-00 houveram reformulações na formação que hoje conta somente com dois membros originais: o vocalista e guitarrista Tom Barman e o tecladista/violinista Klaas Janzoons.

Com oito álbuns de estúdio mais alguns lives, dvds e compilações a banda faz um show explosivo e diferente do tipo de banda que comumente toca no Brasil e que vem dessa época dos anos 90, com um som que passa por influências de Tom Waits, Frank Zappa, New York Dolls, Television, David Bowie, New Order entre muitos outros artistas. A junção dessas influencias trás um som diferente de quase tudo que eu já escutei. Nunca fui um fã assíduo da banda, na verdade nunca parei para escutar, assisti alguns lives na internet e foi isso, nunca me aprofundei. Pelos lives a banda tinha cara de show de festival, assistir sentado às 3h da tarde, mas o show do SESC Pompeia mostrou que eles deveriam ser grandes, bem grandes e infelizmente nunca foram.

A banda fez um show de estádio para um público que lotou a choperia do SESC, Tom falou por quase todo show, arriscando um bom português. Falou que iriam tocar no Recife mas que um dia voltavam. Nas músicas Tom dividia seu tempo entre cantar, tocar guitarra e a bateria de efeitos, enquanto isso outros membros da banda tocavam seus instrumentos e cantavam, uma das boas peculiaridades da banda é essa movimentação de vocalistas, todos ali cantam, cada um em seu momento e isso deixa as músicas dinâmicas e diversificadas, lembrando a um pouco Apanhador Só que por mais que tinham um vocalista fixo faziam rotação de instrumentos.

Num total de 17 músicas tocadas, os belgas revisitaram toda a carreira desde o debut Worst Case Scenario até Following Sea, último álbum da banda lançado em 2012. Os destaques ficam por conta da performance dos caras no palco e por músicas como Instant Street e seu lindo crescendo do meio para o final da música, If You Don’t Get What You Want, Sun Ra e Bad Timing.

O show do dEUS no SESC entra para a história de bandas que deveriam ser grandes mas não são, mesmo lotado o SESC não chegou a esgotar os ingressos. Em seu público, pessoas de todos os tipos e camisas, desde os tiozões que acompanham a banda desde seu surgimento até jovens com camisetas do Sonic Youth e Misfits descobrindo (ou redescobrindo) o som dos caras. Um show imperdível de uma banda imperdível, pode vir mais vezes como prometido dEUS que pelo menos o público de SESC vocês sempre terão.

10 Músicas de 10 Álbuns [Março]

Demorou mas saiu! Em meio a Lollapalooza, pós carnaval e muitas outras coisas março trouxe a Death Cab de volta, Madonna, Earl Sweatshirt, Marina And The Diamonds, os afilhados de Alex Turner, Mini Mansions e o grandioso To Pimp A Butterfly, que já é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. Aqui você confere as minhas escolhas de 10 álbuns que foram lançados em março.

10- Death Cab for Cutie – Kintsugi
Música: You’ve Haunted Me All my Life
Estilo: Indie Pop
Para quem gosta de: The Shins, Modest Mouse, Bright Eyes

09- The Cribs – For All My Sisters
Música: An Ivory Hand
Estilo: Indie
Para quem gosta de: The Maccabees, Maxïmo Park, The Futureheads

08- Modest Mouse – Strangers to Ourselves
Música: The Tortoise And The Tourist
Estilo: Indie
Para quem gosta de: Spoon, Death Cab For Cutie, Built To Spill

07- San Cisco – Gracetown
Música: Snow
Estilo: Indie Pop
Para quem gosta de: Big Scary, Two Doors Cinema Club, The Jungle Giants

06- Kendrick Lamar – To Pimp A Butterfly
Música: How Much a Dollar Cost
Estilo: Hip Hop/Conscious Hip Hop
Para quem gosta de: Schoolboy Q, Joey Bada$$, 2Pac

05- Godspeed You! Black Emperor – Asunder, Sweet and Other Distress
Música: Piss Crowns Are Trebled
Estilo: Post-Rock/Drone/Ambient
Para quem gosta de: A Silver Mt. Zion, Swans, Mogwai

04- Will Butler – Policy
Música: What I Want
Estilo: Indie/New Wave
Para quem gosta de: Arcade Fire, David Bowie, Francisco The Man

03- Courtney Barnett – Sometimes i Sit And Think, and Sometimes I just Sit
Música: Pedestrian At Best
Estilo: Indie
Para quem gosta de: Ida Maria, Kate Nash, Waxahatchee

02- Sufjan Stevens – Carrie & Lowell
Música: Should Have Known Better
Estilo: Indie Folk/Chamber Folk
Para quem gosta de: Bon Iver, City and Colour, Joshua Radin, Fleet Foxes

01- Ólafur Arnalds & Alice Sara Ott – The Chopin Project
Música: Reminiscence
Estilo: Modern Classical
Para quem gosta de: Johan Johansson, Nils Frahm, Sigur Rós

Lollapalooza 2015 – Como foi e quem foi (ou não)

Vamos lá, primeiramente esse é um texto feito por alguém que tava no povão e não por alguém credenciado, não que isso dê mais credibilidade ao meu texto, até por que opinião é sempre relativa.

O Lollapalooza começou fraco, logo no anúncio de sua escalação tirando os hitmakers pop Pharrell e Calvin Harris realmente não tinha uma banda (ou artista) que levasse multidões, apostaram bastante que cada artista levasse seus fãs e juntos formassem um festival, ou vender o nome “venha pela experiência do festival”. A real foi: com menos gente que todos os outros Lollapalooza, pelo menos na questão organização, tudo ficou bem melhor! Sim tivemos uma organização (na minha experiência dentro do festival) quase, se não, perfeita. Banheiros, caixas, locais de descanso, vendedores, locais de compra, food trucks de sobra. Até as questões chatas, mas necessárias como distância entre palcos e horários de shows não atrapalharam (tanto), tivemos um público bem distribuído e uma boa transição entre os palcos.

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City And Colour em São Paulo [13/03/2015]

Três shows em São Paulo, três Cine Joia lotado: esse é um resumo da popularidade de Dallas Green e seu projeto City And Colour. Ok, eu sabia que ele tinha um apelo folkzinho depressivo entre os indies e um apelo romântico entre os casais, mas nunca imaginaria que ele tivesse essa popularidade geral a ponto de lotar a casa três vezes, já vi artistas mais conceituados (não desmerecendo Dallas Green) tocando para menos em uma única oportunidade. Depois de tentar saber como se dava esse sucesso eu descobri que “Thirst” toca direto na rádio as coisas começaram a fazer mais sentido mostrando que mesmo em tempos de internet a rádio ainda tem um grande poder de influência sim.

10 Músicas de 10 Álbuns [Fevereiro]

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O mês do carnaval teve lançamentos de Kid Rock, o álbum surpresa de Drake, o romance verdadeiro de Estelle, a volta do agora grande Imagine Dragons, Carl Barat sem o Libertines, o Hard Rock mais do mesmo e ainda assim bom do Scorpions, o projeto solo de Carlos Dengler ex-Interpol e muitas outras coisas. Veja quais foram os principais destaques do mês!

10 Músicas de 10 Álbuns [Janeiro]

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O ano só começa depois do carnaval certo? Certo! Por isso a lista de melhores coisas lançadas em janeiro e fevereiro só chegou pós-festas (mentira só estou fazendo agora por falta de tempo mesmo). Enfim, a ideia desse post é mensalmente colocar algumas músicas para mostrar um pouco daquilo que foi lançado no mês, sem distinção de gênero, ou seja, pode entrar na lista desde um Calvin Harris até um Pinkshinyultrablast.