A Chuva e a Música do MECA Festival 2014

No final de semana do dia 25 de Janeiro rolou o MECA festival, primeiro grande festival Brasileiro de 2014. Foi a quarta edição do festival que coloca o Rio Grande do Sul na rota dos grandes shows e a terceira edição realizada na Fazenda Pontal, um hotel fazenda bem ajeitadinho que acomoda os milhares de fãs de música boa que aparecem de ano em ano procurando os bons shows do festival.

MECA Festival
Foto por Marcos Bacon. Veja mais em http://bit.ly/F4nB4c0n

Festivais do Outono Americano: Austin City Limits 2013

O Discophenia cobriu com exclusividade o primeiro fim de semana do Austin City Limits, na capital do Lone Star State, que aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2013. A versão de 2013 do ACL escalou um grande time de headliners, para deixar qualquer um louco de indecisão na hora de programar seus horários. Muse, Depeche Mode, Kings of Leon, The Cure, Atoms for Peace e Lionel Richie, foram os nomes selecionados para fecharem os três dias em Austin. Escolher toda a agenda de cada dia do festival resultava em abrir mão de vários favoritos para ver os “mais favoritos”.

ACL

No primeiro dia, cheguei no Zilker Park bem cedo. O parque é lindo e o tempo ajudou bastante. Muito verde, muito sol, um enorme campo aberto onde eram realizados os shows e, ao fundo do palco principal, era possível ver os gigantescos arranha-céis da capital texana (e símbolo do festival). Ambiente e vibe perfeita para um festival de música, na capital mundial da música ao vivo. O que não se repetiu no segundo fim de semana, que teve sério problemas (chegando a cancelar o terceiro dia por causa da intensa chuva).

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(Foto: Austin City Limits)

No primeiro dia os destaques foram:
A vocalista do Savages, Beth, tem uma presença incrível. Vestida completamente de preto, dançava, gritava, xingava e conversava com um sorriso estampado no rosto. Ela dedicou She will “to the ladies”, em suas próprias palavras. Um dos melhores debuts de 2013, pequena grande banda, show imperdível.

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Alex Turner (Foto: Johnny Firecloud)

Arctic Monkeys fez um show simples, rápido e muito bom durante o pôr-do-sol naquele dia.

O trio do Muse tiveram sérios problemas técnicos durante a apresentação, o que não desanimou a banda. Tentaram dar o melhor de si para reparar todos os problemas e ainda sim foi um dos shows que mais me agradaram no ACL.

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Matt Bellamy, vocalista do Muse, que encerrou a primeira noite do festival (Foto: Johnny Firecloud)

No segundo dia assisti as meninas do HAIM, que fizeram um show bem cheio e animado. Depois segui para ver o Portugal. The Man, um dos shows que eu mais aguardava e um dos meus favoritos do festival (ainda não entendi porque tocam iniciam e terminam o show com a mesma música, mas ok).

Wilco, fez um show simples e certeiro combinando com o belíssimo pôr-do-sol daquele sábado. A banda de Nashville, Kings of Leon, finalizou o segundo com um dos shows mais lotados e aguardados do ACL.

Os escoceses do Franz Ferdinand fizeram um show bem animado na ensolarada tarde do último dia do festival (que parecia ficar mais quente a cada dia).

Matt Berninger e sua voz de cortar a alma, fez do show do National um dos melhores do festival e um dos melhores que já vi.

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Thom Yorke e Flea durante apresentação do Atoms for Peace no primeiro fim de semana do festival (Foto: Johnny Firecloud)

Pra finalizar o festival embarquei na “viagem” que começou com os australianos do Tame Impala e seu tigre, e foi terminar com o Atoms for Peace e seu megalomaníaco show com bilhões de neons, Thom Yorke e suas danças, Flea de saia mais possuído do que nunca, e o percussionista brasileiro, Mauro Refosco, que acenou com um “jóia” quando me viu no meio da multidão com a bandeira do Brasil e depois voltou pro encore com uma camiseta “Não a pec”. Não consigo escolher um favorito entre todos do festival, mas com certeza o que o Atoms for Peace fez naquela noite entrou para a história do Austin City Limits.