Danilo Oliveira e as músicas do fim do mundo

Chegou a hora de revermos tudo aquilo que 2012 nos trouxe (e até umas pitadas de 2011). Foi um ano bastante movimentado na música mundial, no circuito de shows no Brasil e, principalmente, aqui no Discophenia. Essa “retrospectiva” é parcial, portanto só valem as dicas, não valem as opiniões e alguns podem datar de 2011, mas fizeram parte totalmente no decorrer de meu 2012. Como não fui em praticamente nenhum show esse ano por causa do ~temido~ TCC, vou ficar só nas músicas e nos álbuns.

 

Arctic Monkeys divulga o single “Electricity”

O b-side de “R U Mine?”

Depois de “R U Mine?” chegou a vez de “Electricity” que foi a próxima da sequência de singles lançados depois do ultimo álbum Suck It And See de 2011. O lançamento será feito em um vinil roxo de sete polegadas em uma edição limitada e especial para o evento Record Store Day que acontece amanhã (21/04)  e onde a música será lançada oficialmente.

Gostei desse “amadurecimento” da banda e ainda não deram a certeza de que essas músicas farão parte do próximo álbum, mas se seguirem essa linha como estão pretendendo confesso que vou adorar!

 

O esperado foi inesperado

Gostaria, primeiramente, de deixar absolutamente claro duas coisas aqui antes de fazer o primeiro post:

1º) Sim, sou de Arctic Monkeys – a ponto de faltar aula na faculdade e trabalho pra ir vê-los;
2º) Não sou uma hater, muito menos crítica de música.

Depois de ter dito isto para devidos esclarecimentos, tenham ciência – e paciência – para saber que o que irei expor é somente e nada mais que a minha visão, consequentemente uma opinião subjetiva. Lembrando ainda que não possuo tanta (ou até mesmo nenhuma) credibilidade para resenhar, mas venho, antes de tudo, na condição de uma fã, a qual depositou todas as expectativas neste show, após o jejum de quase cinco anos da banda, e elas não foram atingidas. Porque o que promete, quase nem sempre cumpre. E compreendo que muitos, sendo fãs ou não, poderão não concordar ou entender, mas espero que consigam respeitar meu posicionamento. Portanto, não me levem a mal, ou não me levem a sério.

 

Alex Turner à la Rockabilly!

Embora visivelmente mais experientes e seguros no palco, não senti que evoluíram no quesito reciprocidade (em relação à energia trocada entre a banda e a platéia), pois em momento algum a senti fluir. Não que isso fosse uma obrigacão ou dever deles. Neste quesito, sei que estou sendo mais do que chata, por querer mais do que deram, mas não acredito que seja um absurdo querer sentir ao máximo a energia da banda a qual muito se almeja ver. Queria ter visto maior interação com o público e esperava mais do que foi. Achei o Alex meio apático, em todos os sentidos. Não mais que algumas passadas de mão no cabelo cortado no estilo rockabilly (que lhe caiu muito bem, por sinal), e expressões que não me convenceram e nem traduziram felicidade por estar em solo brasileiro.

Monkeys foi a decepção da noite, e consequentemente do festival Lollapalooza. Muitos já haviam me alertado que a banda não era “lá essas coisas ao vivo”, que eles eram mesmo paradões, etc. Mas antes de tirar qualquer conclusão precipitada, fui em busca de obter minha própria apreciação, sem deixar que terceiros me influenciassem. Afinal, o que vale é a experiência própria. Hard foi confessar que muitos tinham razão, e pior que isso, para mim, foi o fato de ter sido um dos concertos mais sem sal que assisti. O set list passou longe de me agradar (salvo alguns hits), e ter terminado com 505, não chegou nada perto de “encerrar com chave de ouro”. Certain Romance teria sido mais feliz, creio.

Enfim, não fizeram nada além do trivial. Pode ser que eu esteja equivocada e frustrada por ilusões fantásticas que criei na minha cabeça, pode ser que seja assim mesmo esse jeitão-inglês-de-ser-deles, pode ser que eu seja brasileira demais para a distância fria dos ingleses, vai saber.