Crowdfunding trás The Radio Dept. para São Paulo

A Playbook, que já foi responsável pelos ótimos shows do Tokyo Police Club em 2011 e do Penguin Prison e Howler em 2012, trás agora a banda sueca The Radio Dept. para um show no Beco 203, em São Paulo.

O crowdfunding precisou de apenas 4 dias para vender todas as 150 cotas reembolsáveis – agora o show está confirmado!

A banda, que ficou conhecida por ter feito parte da trilha sonora do longa Marie Antoniette (da ótima Sofia Coppola), vem ao Brasil na turnê do seu álbum Clinging to a Scheme, de 2010. O primeiro disco dos suecos, Lesser Matters, de 2003, chegou a alcançar o nono lugar na lista de 50 melhores álbums do ano da NME.

O show acontece no dia 6 de julho, sexta feira, no Beco 203 em São Paulo – a casa abre as 22h, mas o show está programado para as 00h30. Os ingressos reembolsáveis do crowdfunding já se esgotaram, mas você já pode garantir o seu ingresso. O primeiro lote de ingressos comuns, por R$ 70,00. Haverá ainda mais dois lotes, por R$ 90,00 e R$ 110,00

Mais informações aqui.

Site Oficial – Facebook – Last.fm

Em breve: Band of Horses e Wild Beasts

Os americanos do Band of Horses, donos de um dos melhores shows do Lollapalooza BR, estão voltando ao Brasil. Como divulgado pelo Beco 203, a banda de Seattle volta em maio para um show em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Tudo na mesma semana do fantástico Cultura Inglesa Festival. E não é só…

Band of Horses fez um show fantástico no Lollapalooza. Aposto que no Beco, para 500 pessoas, será ainda melhor.

Os ingressos para a apresentação de São Paulo, que acontece dia 21 de maio (segunda feira), já começam a ser vendidos amanhã. Mais informações podem ser obtidas no evento oficial no Facebook. Já no Rio o show ocorre antes – dia 19 – no WCT Festival, e os ingressos já estão a venda.

Além dos americanos, há especulações sobre a vinda dos ingleses do Wild Beasts. Ao que parece, o show está sendo fechado também para o Beco SP, para dia 25 de maio – sexta feira. A confirmação oficial deve vir nos próximos dias.

E pra aquecer, que tal assistir de novo a performance do BOH no Lollapalooza?
http://youtu.be/-F5DOmD2Zg4

 

Carl Barât @ Beco 203

Sabe quando você tem uma expectativa formada a respeito de um show mas ele acaba sendo totalmente diferente do que você imaginava? Foi o que aconteceu com o show do Carl Barât, ex-libertines e ex-dirty pretty things. Saí de casa numa quinta a noite, totalmente exausta e quase desistindo de me debandar até o Beco 203, esperando um show sem sal numa casa vazia (afinal, quem é o louco que vai ver um show na madrugada de quinta pra sexta?). Pois é, eu estava errada – acabei assistindo um dos shows mais divertidos e descontraídos da minha vida.

“I love Brazil. I really mean it.”

Carl entrou no palco já passava de 0h30, depois do show de abertura dos goianos do Black Drawing Chalks, que Barât havia conhecido ano passado quando fez uma apresentação randômica em Pirinópolis (sério, alguém já ouviu falar dessa cidade? Eu não). O ex-libertine começou seu set de forma acústica – apenas voz e violão. Tocou algumas músicas de seu projeto Dirty Pretty Things, mas o público só se empolgou de verdade na terceira canção, What Katie Did, do segundo disco do Libertines. Depois, pegou sua guitarra e convidou os Black Drawing Chalks a voltarem para o palco como sua banda de apoio.

Entre músicas do seu projeto solo, do Dirty Pretty Things, do Libertines e até um cover do Babyshambles, projeto de seu ex-companheiro de banda Pete Doherty, Barât não parava de conversar com a platéia – apesar de ninguém entender quase nada devido ao sotaque pesado do britânico. Super bem humorado, Carl reagia bem até quando fãs histéricas subiam no palco e tentavam agarrá-lo. Em uma certa hora uma confusão se formou na pista e alguns garotos foram retirados da casa por seguranças, desviando a atenção do público – Barât, ao invés de achar ruim, deu risada e disfarçou comentando “So… how are you guys doing?”.

Depois de uma pausa, Carl voltou para o bis. Entre um gole e outro de uísque, Carl perguntava para o público “E aí, o que vcs querem ouvir agora?“. Sob gritos de “Boys in the Band“, Carl pegou seu violão e tentou, tentou, mas não lembrava como tocá-la – mesmo assim não desistiu – perguntou ao público se alguém sabia tocar a música no violão e acabou chamando dois garotos da platéia para tocar com ele.

Já próximo ao final do show, Barât tocou I Get Along, um dos maiores sucessos do Libertines. Meio bêbado, pra descontrair mais ainda, trocou o “Fuck Off” do final da música por um “Vai Tomar No Cu” cheio de sotaque mas entoado com empolgação e recebido pelo público com risadas e palmas. No fim, Carl agradeceu à platéia e repetiu por várias vezes que ama o Brasil. Ele até pediu desculpas pela “unprofessional atmosphere” do show – não precisava, Carl, é exatamente esse ar descontraído que faz do seu show uma apresentação tão divertida.

Então fica a minha conclusão: as vezes vale a pena ir trabalhar com sono e de ressaca no dia seguinte.

Vídeo e foto por Rodolfo Yuzo.

Facebook – Site Oficial – Last.Fm