ENTREVISTA – Jana Rosa (Parte 2): “A moda quer que você se sinta um lixo”

ENTREVISTA – Jana Rosa (Parte 2): “A moda quer que você se sinta um lixo”

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Na primeira parte da entrevista com a Jana Rosa, nós conversamos sobre o começo e o fim do seu romance com a moda, sobre as normal girls, a Lena Dunham e a Jennifer Lawrence, e sua viagem à Barcelona. Agora, os temas são anorexia, as loucas da academia e expressões artísticas.

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Jana diz: não fumo, o cigarro é ilustrativo em uma foto que copia a Penélope Cruz em “Vicky Cristina Barcelona”.

– Você viu a história da barriga negativa e a VOGUE com a dieta paleolítica? Acho muito complicado porque a VOGUE tem um poder simbólico muito forte e…

– Tem, com certeza – ela concorda.

– E esse já é um padrão doentio sem estar explicitamente dito nas páginas da revista, e eu acho que uma revista falar com todas as letras “não tem problema você parar de comer pra emagrecer” é algo muito complicado.

– Meu, quando eu vi, cara, todo mundo ficou muito revoltado quando aconteceu, eu to com muito bode dos Instagram das “saradas”, cara, to com muito bode disso, essa história da VOGUE me deixou pensando muito. Eu convivo com muitas pessoas da moda que me falam as coisas mais absurdas do mundo. Óbvio. Outro dia eu tava com um maquiador e eu tava falando da Jennifer Lawrence e eu falei “olha, meu, ela é o máximo, ela é linda, e ela é real, ela é possível”, aí ele falou: “IMAGINA, ELA É GORDA, GORDA”. Tenho um amigo que falou que ela é “OBESA”! Cê acredita nisso?

É claro que eu acredito, o que é uma merda. Ela continua:

– E nesse dia o maquiador ainda disse que ela não serve pra campanha, tem que ser uma mulher magra, anoréxica, e eu disse “eu não gosto de mulher anoréxica” e ele disse “vai dizer que você não olha uma campanha de mulher anoréxica e pensa que quer ser assim também!” e eu disse “não, eu não compro produto quando eu vejo uma pessoa assim porque eu sei que não vai ficar bem em mim” e ele até disse “nossa, então você atingiu uma evolução na moda, de não pensar que você quer ser ela e comprar”. Aí quando saiu isso da dieta paleolítica eu fiquei pensando que não é só a VOGUE, mas todas as revistas fazem isso. A moda quer que você se sinta mal. Só pode ser isso. A moda quer que você se sinta um lixo. Você nunca vai ser bonita, você nunca vai ser alta, você nunca vai ser nada. Se você for magra usando 38, você nunca vai usar 34. E você tem que se sentir mal pra comprar. Você se sente um lixo, você vai lá e compra um sapato. Você se sente um lixo, você vai lá e compra um brinco. Você se sente um lixo, você compra um batom. Você se sente um lixo e você compra um casaco pra esconder que você é um lixo. Ou cê compra um vestido que nunca vai caber… e é super importante pra essas pessoas escrever esse tipo de matéria pra fazer você se sentir um lixo. Então no fundo eu achei super coerente pra VOGUE escrever essa matéria, infelizmente.

A lucidez e a coerência da análise são enfatizadas pelo tom de voz determinado, que deixa claro o quanto ela leva esse assunto sério.

– A minha irmã me falou isso, ela é minha voz da razão porque ela não é da moda, ela é designer, e ela é uma pessoa serena, de peixes, e ela disse “Jana, eu não to entendendo sua revolta. Olha quem faz essa revista, com quem ela fala. É totalmente coerente”. E é, pro mundo é absurdo, essa gente devia ser presa. Eu tive anorexia quando eu tinha 16 anos e eu tive anorexia porque eu lia em todas as revistas: “Gisele: 1,79m e 52kg”. Eu tinha 1,72m e eu pensava meu, eu tenho 1,72m, e eu fazia a conta da Gisele, menos 27, aí eu pensava que eu tinha que pesar 45kg. E eu pesei 45kg. Eu usava 34, hoje eu uso 40. Aí eu usava roupa 34, meu cabelo começou a cair, eu parei de menstruar, e eu era uma puta deprimida da escola. As pessoas no churrasco do 3º colegial escreviam na lousa: “menina leva carne, menino leva cerveja, Jana leva alface”. E eu amava, isso me nutria, eu falava “finalmente!”. Eu achava todas as pessoas da minha classe gordas. Mas depois eu olhei e falei “meu deus, eu era louca”. As meninas da minha sala eram lindas. E eu fiquei muito magra, cabelo caindo, manchas roxas. Eu tava super desnutrida, eu chegava na escola e as pessoas falavam “você tem que comer alguma coisa” e eu pensava “nossa, como eles tão com inveja de mim”. E eu cozinhava o dia inteiro. Fazia doces, trufas, cookies. Dava de presente pras pessoas porque eu tinha prazer em ver elas comendo. E tudo isso aconteceu porque eu tinha 16 anos e eu queria ser perfeita e a Gisele Bündchen era. Ela namorava o Leonardo DiCaprio, era linda, e eu pensava gente, pra ser perfeita tem que pesar 27kg a menos que sua altura. Era uma conta muito fácil.

Todo mundo que já passou por isso sabe como é fácil essa linha de pensamento.

– Mas eu não parei de emagrecer – ela continua contando. – Aí eu tive que fazer análise, terapia, tratamento… não precisei ficar internada. Graças a deus eu sempre tive uma sanidade, apesar de isso ter acontecido, mas enfim, eu era muito nova. Eu fui me tratar porque chegou um momento em que eu percebi que eu tava completamente surtada. Quando eu comecei a pesar 42kg, 30 pontos a menos que meu peso, eu comecei a me achar gorda, com calça 34 caindo, e eu tava experimentando calça de criança. E assim, a mãe da anoréxica nunca vê que ela é anoréxica, né? É a mais cega. Aí chegou um dia que eu falei pra ela “mãe, to doente, preciso de tratamento” e ela “por quê?” e eu “porque eu não como mais. Faz 8 meses que eu não como. Eu não menstruo faz 6 meses, meu cabelo ta caindo”. Ela trabalhava com muitos psicólogos porque ela é assistente social, aí ela achou uma especialista em distúrbios alimentares e eu me tratei. Hoje eu ainda sinto bastante culpa, mas principalmente por causa da televisão.

Pergunto se tem a ver com as imposições externas da mídia, mas a verdade é ainda pior:

– Como eu te falei, eu uso 40, mas não existe uma prova de roupa que eu vá que tenha peça 40. Eu vivo em um meio que faz eu me sentir escrota. Ninguém nunca respeita que eu uso 40, eu odeio fazer foto por causa disso, nenhuma figurinista leva a roupa certa pra mim, eu tenho que usar roupa apertada, um número menor. Eu comecei a bodear de TV por causa disso. Não adianta espernear, gritar, nunca vai existir roupa 40, as lojas não querem emprestar, as produtoras não querem produzir, porque é obvio que pra elas é mais fácil pegar uma roupa 36/38 na arara da assessoria, então elas também têm esse bode, “que saco essa menina me faz ir lá pegar roupa 40!”. Então eu acabo sentindo bastante culpa. Hoje sou muito mais esclarecida. Antes, se eu tivesse que fazer uma gravação, eu ia parar de comer carboidrato por 1 mês e talvez nem assim entrasse num 38 porque meu, eu sou 40! Agora é assim, tenho que fazer gravação em 10 dias e eu to malhando e tento comer regrado, o que eu não consigo porque eu gosto de tomar cerveja, eu saio, vou pra balada, mas aí eu faço drenagem, academia, e eu vou tentar ficar bem, mas a produtora que apareça com a roupa que caiba. Porque hoje em dia eu já falo “não coube nada, produz de novo”, porque cara, eu não sou de massinha, não posso me enfiar num vestido tubinho 38! O 38 até entra, mas fica apertado, é péssimo.

– Esse tipo de lucidez é muito difícil de se ver – comento.

– É, eu tenho sorte de ter essa lucidez no meio de tudo isso da moda e da TV. No VMB de 2011 eu tava no IT MTV, eu já tinha parado de produzir, ia lá e fazia a matéria, mas aí aconteceu de eu fazer uma aparição ao vivo no VMA e a diretoria amou e falou “você tem que apresentar o tapete vermelho do VMB” e eu “ai que tudo, obrigada!”. Eu nunca tinha feito nada ao vivo, e nesse meio tempo comecei a trabalhar com uma agente/empresária que era de uma agência de modelos que tinha um setor de TV que pegava apresentadoras. Eu tinha meu cabelo, de franja, comprido. A primeira coisa que ela me falou foi assim: “olha, você tira essa franja, você não vai chegar a lugar nenhum com esse cabelo de moderna”.

Automaticamente penso na minha franja, que amo desde que fiz pela primeira vez há mais de cinco anos.

– “E emagrece. Emagrece 10kg ate o VMB” – Jana seguiu contando sobre a experiência. – E eu disse “mas tem só 1 mês” e ela disse “você consegue. Emagrece 10kg ate o VMB e você vai ser um sucesso”. Eu fiquei louca, surtada, eu sempre tive os meus complexos, só que eu nunca tinha me olhado na TV e falado “meu deus, sou um monstro”, mas foi só ela falar isso pra eu me sentir assim. Daí eu comecei a ter vergonha de gravar, não queria mais que o câmera me filmasse, mas eu tava trabalhando com aquilo! Comecei a fazer dieta, mas eu tava tão estressada, tão deprimida com essa mulher que me ligava todo dia falando: “ja emagreceu? Vem aqui, quero medir seu quadril” que eu comecei a engordar! Aí eu fiz o VMB depois de engordar de estresse! Foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. E daí nenhuma roupa cabia em mim, a figurnista só produziu roupa 38, e eu tava vestindo 42 naquele dia. Aí deu tudo errado, fui com uma roupa minha, marcou a barriga, foi o pior dia da minha vida. E óbvio que no outro dia dei uma busca no meu nome no Twitter e assim, eu tava insegura e mandei mal porque eu tava insegura com meu corpo. Se ninguém tivesse falado nada um mês antes, eu teria colocado uma roupa que cabia e ia estar ótima. Mas eu tava me sentindo gorda, horrível. Eu entrevistava a Claudia Leitte e pensava “meu deus ela é muito magra e eu to muito gorda do lado dela”. Eu entrevistava a Carol Trentini e pensava “meu deus tomara que o close fique no nosso rosto”. Eu não conseguia pensar em nada, só que eu era gorda, e quando eu dei a busca, tinham 800 pessoas falando que eu tava grávida e tava gorda. Aí minha empresaria me ligou, falou que eu tava gorda, que eu era uma desgraçada, que eu tinha que parar de comer, se eu não parasse de comer não ia dar certo. Depois eu emagreci naturalmente, lógico, aí no VMB do ano passado [2012, porque a entrevista foi feita em maio de 2013] até que eu tava ok.

– Isso é inacreditável – é a única coisa que dá pra comentar.

– Então, pra mim o que é inacreditável é que eu sempre fui uma pessoa consciente. E nesse momento da minha vida eu perdi a cabeça.

– Cara, pra mim isso é tão horrível. Eu sempre tento me policiar, mas é aquela coisa, eu li a matéria da VOGUE e fiquei “opa, bora fazer jejum”…

– Você pensou?

– Claro! Porque é algo tão fundo na gente que a gente se pega pensando isso fácil.

– Verdade. Inconscientemente a gente já foi treinada pra se sentir escrota, né?

– A moda como mercado tem o objetivo de fazer a gente se sentir mal, foi o que você falou antes.

– Claro, se você se sentir feliz e linda, você vai pensar meu, não preciso desse vestido. Se você não tiver insegura, você vai entrar nesse shopping sem olhar pro lado. Você precisa estar insegura pra achar que precisa pagar 400 reais num vestido, que eu já acho um absurdo.

– Mas por outro lado, moda arte é muito expressão pessoal.

– Mas quem faz isso hoje? Eu uso a mesma roupa todo dia.

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– Você tem muita intimidade com varias formas de expressão artística. Além da moda, você escreve e desenha…

– Mas não cai nessa, viu? Quando vou no museu só fico pensando na hora de sair pra comer! – ela responde, rindo.

– Mas você tem esse viés artístico – insisto.

– Sabe que eu acho que “artista” é desempregado chique, né? Eu sou artista super, eu fico desempregada e falo que to pensando num novo projeto, mas na verdade to chorando em casa – mais risadas.

– Como funcionam teus impulsos pra escrever/desenhar? O que te inspira?

– Hoje em dia to me dando muito bem com desenho. Tenho um briefing do trabalho, tipo, não fico desenhando à toa, eu recebo um briefing e fico pesquisando, piro, desenho, mando. Eu amo fazer isso e no meu desenho eu me sinto segura. Eu gosto dele. Com texto nem sempre é assim. Eu escrevi um livro com a Camila Fremder e minha segurança tá nesse livro. O lugar onde me sinto inteligente e bonita e completa é o livro, não existe outro lugar assim. Se as pessoas odiarem ele, eu vou me matar, porque tudo na minha vida tá nesse livro! – ela desabafa.

O livro em questão é “Como ter uma vida normal sendo louca”, que ainda não havia sido lançado na época da entrevista e hoje já é amado pelo Brasil todo.

– Ainda é muito difícil, pra mim, escrever um texto encomendado, e eu to meio me desligando dos lugares que escrevo assim. Eu to com um bloqueio muito grande com isso faz um tempo. Antes eu só precisava estar apaixonada ou ter levado um pé na bunda pra escrever, hoje eu não sei, to meio vazia, faz um tempo que não to a fim de falar nada. Acho que é porque acabei de escrever esse livro, e tudo meu tá nele, eu não tenho mais o que falar pra ninguém! Leiam esse livro, depois a gente fala. Mas sério, eu acho importante respeitar esse momento. Acho escrever muito difícil. E eu sou muito perfeccionista. As vezes escrevo e fico três semanas relendo, aí se ele fizer sentido esse tempo todo, aí eu mando. Tem milhões de textos que nunca publiquei e nunca vou publicar. Mês passado mandei um texto pela primeira vez que foi barrado, era sobre as loucas da academia. Eu acabei com elas – confessa, rindo. – E todas as revistas que você abre são sobre elas e tipo, eu acho elas umas doentes. Elas não me inspiram, elas me deprimem. E eu fiz a coluna falando isso.. Tipo, não vai dar galera, eu não vou acordar as 6h pra ir na academia, eu vou comer pão à noite…

– Esses dias eu tava falando com uma amiga, tipo, será que elas são felizes?

– Não.

– Pois é, eu pensei que não, mas ainda ficava “sera que eu to julgando? Vai que elas sejam!”. Mas esses dias vi um post delas em que era tipo um print de um elogio da Sabrina Satto pra elas e o comentário “perdi a fome”. Se você tem esse tipo de pensamento, sabe, tem algo errado. Eu digo porque já senti isso de parar de comer depois que receber um elogio. É doentio.

– Sabe por que elas não são felizes? Porque elas sempre se postam no Instagram pra ganhar curtida porque a curtida é o que faz elas se sentirem bem, é o ego delas, o abraço que a mãe delas não deu nelas. E elas vivem essa competição, elas precisam ter muitas curtidas e elogios, elas fazem as coisas pra outras pessoas, não pra elas. Quem é feliz, vai pra sua casa e é feliz, sabe? Não precisa tirar foto na frente do espelho, desculpa. Nem it girl, look do dia, nem louca da academia. A gente é feliz, a gente sai no sábado, a gente vai beber, vai dançar… nem lembra de tirar uma foto. Quando cê é feliz, você nem lembra de tirar foto. É igual viagem de casal, se eles ficam só tirando foto, tipo nós, nós, nós, é porque eles não transaram. É verdade.

Como ela fala em sair pra beber e dançar, emendo:

– Tu discotecava antes?

– Eu odiava. Eu era super mal tratada. Essas pessoas de loja que te contratam pra tocar são umas desgraçadas. Na Funhouse também tocava, mas de brincadeira. Eu não sabia tocar, né. Eu fingia que sabia. Eu achei uns três botões que não faziam diferença, não controlavam nada, e daí eu ficava virando eles e fingia que sabia – ela fala, rindo. Eu acompanho – Mas ai, é uma vida muito de escrava tocar em loja, lançamento… as pessoas te contratam pra tocar 2 horas e te sequestram por umas 4, pagam no dia errado, te dão patada. Eu não gostava, aí eu parei.

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– E o que você escuta?

– Gosto bastante de rock, mas também umas coisas modernas. Eu piro na Grimes. Eu curto muito rock antigo. Nirvana, Kiss, AC/DC. E como eu trabalho na Jovem Pan agora, isso tá me influenciando, tipo, comecei a ouvir Bruno Mars porque toca lá todo dia, Taylor Swift… e eu compro música, né? Não gosto de baixar. Mas eu não sou a pessoa dessas mais entendidas de música. Eu até quando trabalhava na MTV tinha muito medo que me mandassem falar alguma coisa que eu não sabia, porque eu não sabia realmente nada. Tem essa gente que fala porque o álbum x da fulana, com participação da outra fulana… gente, não faço ideia do que vocês tão falando. Eu gosto de Rihanna. Escuto Rihanna todo dia. Eu comprei o “lelele se eu te pegar você vai ver” no iTunes. Comprei pra fazer academia.

– E onde cês saem de noite?

– A gente gosta de beber cerveja. Principalmente se for num boteco podre – ela pára um pouco antes de continuar, como se estivesse refletindo um pouco mais na resposta. – Na verdade eu gosto de desgraçar minha vida, eu não saio light – sentencia. – Gosto de ir em balada de sapatão e de bicha, odeio balada hétero. Gosto de beber na Augusta, do The Edge de segunda, de beber na Vila Madalena… ai, mas sabe, queria parar de beber. A ressaca no outro dia é mto ruim. E você, quando você se mudou pra cá?

– Tem uns 6 meses. – hoje, tem mais de um ano.

– Por amor?

– Por amor.

– Tá certa! Tem que namorar, tem que mudar pra casa do namorado, tem que fazer tudo que der vontade.

Depois disso, desligo o gravador. A gente ainda conversa por algum tempo antes de se despedir. Quando eu chego em casa, felicíssima, meu namorado olha pra mim e vê no meu rosto: “a entrevista foi ótima, então?”. Foi. Muito.

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10 Comments

  • Karla
    4 years ago

    Muito bom! Perfeito! A entrevista ficou divertida, é tão bom ler algo que a gente concorda!

  • Pam Oliveira
    4 years ago

    Eu sofro com transtornos alimentares desde os 13 anos, hoje eu tenho 28. Obrigada por essa matéria, posso dizer sem parecer exagerada, que o que a Jana disse vai mudar muito minha vida.

    • 4 years ago

      Oi, Pam, tudo bom? Também já tive maus momentos por coisas assim. Só queria te desejar muito amor e força, ta? <3

  • 4 years ago

    Amém, Jana. Que as meninas que te leêm desenvolvam a mesma sensatez e respeito próprio. Mandou nem, Clarissa

  • Carolina
    4 years ago

    Adorei. O texto, a entrevista. Concordo com isso de louca de academia, de moda, de tudo, louca mesmo só de for de felicidades! 😉

  • Fernanda
    4 years ago

    Jana sendo a Jana! Amei as duas entrevistas.
    Fiquei passada com essa reportagem da dieta paleolítica na Vogue. A “dieta” paleolítica é o contrário do que a Vogue prega!! Essa alimentação tenta buscar a comida ideal pro ser humano, assim como o leão come carne e o boi come pasto, a alimentação ideal pra nós é aquela que comíamos até o período paleolítico (antes da agricultura). E nessa época fazer jejum era natural, porque a base da dieta era a gordura saturada e a gordura saturada sacia. Quem come desse modelo não aguenta comer de 3h em 3h. Mas num é porque tá na moda, é porque se sente bem assim.

  • 4 years ago

    Já tinha uma simpatia pela Jana, mas ela me ganhou totalmente com essa entrevista! Extremamente lúcida e crítica, o mundo da moda precisa de mais Janas <3

  • […] definitiva dos meus problemas. Porque, oi? Nem que eu entre na equação da Gisele Bundchen  (vocês leram essa entrevista da Jana Rosa?) eu vou estar padrão das revistas, já que aquelas mulheres não existem, são fruto da […]

  • Ami
    4 years ago

    suas lindas <3 como não amar1!!1?

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