Fãs do Egito e o novo livro do Christian Jacq

Fãs do Egito e o novo livro do Christian Jacq

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Eu sou daquele tipo de pessoas que tem fases quando se trata de gosto pessoal – e não bem fases normais, como uma pessoa saudável. Quando eu era pequena, passei uma época obcecada por felinos. Escrevi um caderno inteiro como resultado de pesquisas e curiosidades. Outra vez, teve o Titanic. E o Egito. Ah, o Egito. Já até apareceu no blog. E foi esse amor que me fez chorar e fiquei horas plantada na frente da Nefertiti em Berlin – tanto tempo que o guarda do museu até desconfiou e ficou me rondando, até finalmente me xingar.

Esse foi um amor herdado. Veio de papai, que até hoje persegue assiduamente narrativas e histórias que contemplem esse período histórico. É natural, então, que os livros do Christian Jacq vão parar em sua estante assim que chegam nas livrarias. E é claro que não foi diferente com o último, o primeiro volume da série “O Juiz do Egito”. Por isso, convidei papai para falar um pouco mais do que torna Jacq um escritor tão maravilhoso pra quem gosta de fazer essas viagens no tempo através da narrativa literária. Embarque comigo!

 

“O Juiz do Egito”, de Christian Jacq
por Ronald Wolff

A aventura, o gosto pela história e a paixão pelo Egito são marcas próprias e constantes na obra de Christian Jacq. Já houve jornalistas que lhe atribuíram o título de escriba da tumba, se houvesse vida na forma de reencarnações!

Em “O Juiz do Egito”, mais uma vez, coloca um herói jovem, honesto e incorruptível, o Juiz Paser. Ele, então, ao lado de um amigo inseparável, Suti, e contando com a ajuda, a cumplicidade e o amor apaixonado da médica Neferet, parte em uma busca desesperada pela descoberta do mistério envolvendo a morte de cinco guardiões da Esfinge. Nessa busca, encontram obstáculos terríveis na própria burocracia e na alta sociedade, pois é ali mesmo que pode estar escondida a verdadeira causa do mistério.

Favorecimentos, corrupção, traição ao Faraó, envolvimento de altos figurões, tudo isso deve ser enfrentado pelo jovem e fiel trio, se quiserem achar respostas que possibilitem desvendar a causa das mortes. Ou dos assassinatos.

O grande Ramsés II é o soberano, e, enquanto procura manter o Egito em seu caminho de desenvolvimento e bem estar da sociedade, pode não estar percebendo que alguns servidores não estão realizando sua missão de forma leal. Por isso, um Juiz dedicado, fiel à sua função, e determinado pode ser um grande entrave aos interesses dos traidores.

Nessa aventura, não irão faltar perigos, incertezas, conquistas e decepções, ao lado de ternura, amizade, companheirismo – inclusive do simpático e inteligente burro Vento do Norte. E, sobretudo, um grande amor…

Vale a pena debruçar sobre as deliciosas e provocantes páginas do primeiro livro que conta a saga do Juiz do Egito. No meu caso, na qualidade de médico, foi leitura para dois plantões, tamanho o envolvimento e ansiedade para ver o desfecho!

E com a mesma ansiedade aguardo o segundo…

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