“The Hunger Games”: um livro sobre política, revolução e igualdade (com spoilers)

“The Hunger Games”: um livro sobre política, revolução e igualdade (com spoilers)

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ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS.
(Mas eu aviso quando começam os spoilers do segundo livro)

Há uns dois anos, vim pela primeira vez a São Paulo e passei duas semanas na casa da minha melhor amiga, que tinha acabado de ler um livro infanto-juvenil e insistia para que eu também lesse – já que crescemos juntas compartilhando o amor eterno que temos por Harry Potter. Quando perguntei sobre o que era “Jogos Vorazes”, ela me falou sobre uma arena e pessoas que precisam lutar até morrer e que a protagonista e o carinha que gostava dela iam juntos pra lá. Minha imaginação inventou uma história que era mais ou menos personagens de “Crepúsculo” em “Gladiador” e é claro que eu não tinha vontade nenhuma de ler o livro. Acontece que essa minha amiga é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci na vida e, se ela adorou a história, TINHA QUE SER ÓTIMA. Pois bem, fui ler. Não lembro se cheguei a passar da primeira página, mas, se passei, não fui muito mais longe do que isso: costumo ser fisgada logo no começo e não havia palavra melhor pra descrever minha impressão do que “tédio”. Achei chato, fiquei com preguiça, pedi desculpas e deixei lado.

Mês passado, novamente na casa dessa amiga em um dos nossos gostosos sleepovers, voltamos a falar da história, dessa vez do filme. E, dessa vez, ela me contou com mais detalhes, incluindo descrições detalhadas de cenas como a avaliação pelos Gamemakers, a nota 11 e claro, “thank you for your consideration”. Voltei pra casa e falei pro meu namorado que precisaria ver o filme. Ele disse que não iria ver junto (mentira, 10 minutos história adentro ele sentou do meu lado e pediu que eu começasse do início).

Assisti, chorei muito, o que, se tratando de mim, nem é algo tão impressionante, e, acabando o filme, baixei o segundo livro – em inglês, porque com português sou muito mais exigente e uma narrativa ruim certamente me deixaria irritada – e um mês depois já tinha terminado esse, o terceiro, e finalmente o primeiro, nessa ordem. É daqui que vem meu veredicto: essa história é foda pra caralho.

Hunger Games é uma distopia que fala sobre política, revolução, poder e perdão – ou, melhor, a falta de perdão.

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A premissa do livro, que eu tinha falhado em entender, é sensacional. Um Capitol que explora doze distritos e impõe sua supremacia através de noções de medo e honra. Para os cidadãos do Capitol, os Hunger Games nada mais são que um entretenimento como o Big Brother é pra quem assiste, um reality show emocionante em que você deve vencer seus competidores através de estratégias capazes de conquistar o público. Para os competidores, chamados tributos, seduzir esse público significa ganhar presentes que podem representar sua sobrevivência na arena, a casa dos nossos “irmãos”. Conforme o tempo passa, assim como no Big Brother, os tributos vão sendo eliminados; só que, claro, não pelo voto popular, e sim pela morte.

Para os distritos mais ricos, como o 1, 2 e 4 (que cedeu à história meu personagem favorito, Finnick Odair), os Hunger Games são motivos de honra. Para os distritos mais pobres, especialmente o 11 e 12, os Hunger Games são uma sentença de morte.

A escolha dos participantes se dá por sorteio. Dos doze aos dezoito anos cada pessoa deve fornecer seu nome obrigatoriamente uma vez e o sorteio acontece de forma cumulativa: caso você tenha fornecido seu nome apenas uma vez, aos dezoito anos, seu nome estará sete vezes disponível. E, claro, você sempre pode se voluntariar no momento do reaping. Mas é aqui que as coisas começam a se tornar interessantes: para cada vez extra que você fornece seu nome para o sorteio, você ganha grãos e óleo por um ano para uma pessoa, o que, nos distritos mais pobres, representa a segurança de que você não vai morrer de fome. Nossa protagonista bota todo o ano mais três vezes seu nome para sorteio, garantindo comida para ela, a irmã mais nova e a mãe. Seu melhor amigo, Gale, também um coitado do distrito 12, faz o mesmo para os irmãos. No dia do reaping que inaugura o primeiro livro, ele tinha colocado 42 vezes o nome para sorteio.

As vantagens dos ricos sobre os pobres são claras desde antes de os jogos começarem. Quando chegam à arena, a existência da Cornucópia – um espaço com espadas, facas, comida e tudo que qualquer tributo pode desejar, à disposição para quem quiser pegar – torna a distância entre os competidores ainda maior. Os desprivilegiados que quiserem garantir alguns dos bens são convidados a participar de uma batalha sangrenta da onde dificilmente sairão vivos. Caso virem as costas, estão abandonando qualquer chance de garantir um pouco da segurança fornecida pelos presentes da Cornucópia. Isso mata a única vantagem dos distritos mais pobres: eles sabem sentir fome, eles sabem passar dias com restrição de água, comida, sono, conforto. Os Hunger Games, que deviam ser jogos de sobrevivência, perdem a essência para quem garante todo o conforto proporcionado pelos presentes adquiridos. Como Rue e Katniss sabiamente concluem no primeiro livro, “the problem is they are not hungry”.

Os Hunger Games são uma forma de controle e dominação exercida pelo Capitol para evitar uma nova revolução buscando igualdade. Há mais de setenta anos, algo semelhante havia sido incitado pelo distrito 13 (TREZE!), mas o Capitol explodiu, matou, acabou com os rebeldes do distrito 13 e inaugurou nosso reality show, obrigatório para todos os habitantes de Panem.

Enquanto o primeiro livro é dedicado aos Hunger Games, os próximos são dedicados à revolução, catalizada pela estratégia de Katniss para vencer os jogos. Mas a indignação já estava lá, pela exploração dos distritos pelo Capitol em todos os setores da vida.

(SPOILERS DO SEGUNDO E TERCEIRO LIVROS.)

Uma cena que chamou atenção: durante as viagens dos vencedores acontece um banquete no Capitol. Nele, Katniss e Peeta decidem comer uma provinha só de cada prato pra poder experimentar tudo. Mas depois de sei lá, ⅓ das comidas, eles se sentem tão cheios e que não conseguem enfiar mais nada goela abaixo. É quando eles aprendem que é frabicado um líquido especial para que eles possam vomitar tudo e, com o estômago vazio, voltar a se empanturrar. Isso enquanto nos distritos 11 e 12 uma quantidade inacreditável de pessoas vive na miséria completa e morre de fome.

Me lembro de pensar na ironia que seria ver gente podre de rica, blogueiras de moda e gente que facilmente dá R$20.000 por uma bolsa sendo fã da história. Vocês são o Capitol do nosso mundo hoje e torcer pra Katniss é torcer pela própria destruição.

Conforme os livros seguem, se desenrola uma história sobre revolução, propaganda política, violência, estratégias de guerra, e luta por poder. Às vésperas do ataque final ao Capitol, descobrimos ainda outros abusos absurdos: qualquer vencedor considerado desejável pelos cidadãos do Capitol era obrigado a se prostituir por altas quantias de dinheiro que iam para o Presidente Snow, e, caso você não aceitasse, a punição era a morte de pessoas que você ama. Descobrimos também que o Presidente Snow conseguiu o poder matando todas as pessoas a sua volta com veneno.

Li os livros em busca de conforto. Ler sempre foi a atividade que mais me trouxe paz e um sentimento de pertencimento, e num momento de fragilidade fui atrás de uma história que fosse capaz de me dar esperança, paz, força. Aos poucos, cada ideia de uma história feliz foi se dissipando. O fim é surpreendentemente maduro. Dói, dói pela realidade do que se segue, dói pela dor que cada personagem sente e pela feiúra desse mundo fictício que, por mais diferente que possa ser do nosso, acaba sendo exatamente igual. É, afinal, formado por seres humanos com as mesmas fraquezas, incapacidades e noções distorcidas de valores. Por seres humanos que preferem vingança à perdão, que consideram adequado que crianças morram de fome para que eles possam ter seu luxo em formas de grifes caríssimas, relógios exclusivos de ouro com diamantes e 4 Ferraris na garagem. Aliás, a gente não precisa ir muito longe: pedindo perdão pela heresia para a Deusa Moda, quantas crianças poderiam ser alimentadas com o guarda-roupas da Paris Hilton? Não tem problema todas essas extravagâncias supérfluas, quem paga por tudo isso são as vidas de outras pessoas.

Mas Panem é retomada. Os cidadãos ganham comida. Há a promessa latente de um pouco de igualdade. Mas o povo clama por uma edição final dos Hunger Games com as crianças dos Capitol, porque ninguém esquece o sofrimento pelo qual passou, porque é tão difícil perdoar quando a ferida tá aberta. Porque vingança é, na maior parte das vezes, a melhor saída.

Os sete vencedores que sobraram – Katniss, Peeta, Haymitch, Johanna, Enobaria, Beetee, e Annie (amor da vida do Finnick) – são chamados para uma votação.

Beetee, Peeta e Annie votam fervorosamente que não.

Enobaria e Johanna, que sim. “Snow tem uma neta, espero que ela seja sorteada”.

Haymitch diz que vai com Katniss que, no instante final, também fala que sim.

Esse é o momento crucial da história, em que os rebeldes que lutaram por anos por igualdade podem fornecer seu perdão àqueles que, cegos pela ignorância e pela riqueza de suas vidas, foram os responsáveis pela opressão dos demais. É um momento de se mostrar gentileza, amor, de se conquistar a paz, de se acabar com os jogos de vez, de comemorar que vai ter pão para todas as crianças de Panem. Em vez disso, o que se deseja é vingança e o que existe é raiva. Esse, pra mim, é o parágrafo mais incrível da história inteira:

“Was it like this then? Seventy-five years or so ago? Did a group of people sit around and cast their votes on initiating the Hunger Games? Was there dissent? Did someone make a case for mercy that was beaten down by the calls for the deaths of the districts’ children? The scent of Snow’s rose curls up into my nose, down into my throat, squeezing it tight with despair. All those people I loved, dead, and we are discussing the next Hunger Games in an attempt to avoid wasting life. Nothing has changed. Nothing will ever change now.

Com essa lição certeira sobre natureza humana, o livro termina. Fica a reflexão pros leitores.

E, claro, may the odds be ever in your favor.

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9 Comments

  • […] Hunger Games é uma distopia que fala sobre política, revolução, poder e perdão – ou, melhor, a falta de perdão. A premissa do livro, que eu tinha falhado em entender, é sensacional. Um Capitol que explora doze distritos e impõe sua supremacia através de noções de medo e honra. Para os cidadãos do Capitol, os Hunger Games nada mais são que um entretenimento como o Big Brother é pra quem assiste, um reality show emocionante em que você deve vencer seus competidores através de estratégias capazes de conquistar o público. Para os competidores, chamados tributos, seduzir esse público significa ganhar presentes que podem representar sua sobrevivência na arena, a casa dos nossos “irmãos”. Conforme o tempo passa, assim como no Big Brother, os tributos vão sendo eliminados; só que, claro, não pelo voto popular, e sim pela morte. LEIA MAIS. […]

  • Rach
    6 years ago

    Pode me agradecer, que a Amanda só leu Hunger Games porque eu pentelhei ela também ERERERE :3
    Tava pensando nessa cena deles decidindo sobre os “Capitol Games” esses dias, falando com uma amiga minha que também não lembrava, que a gente tinha esquecido se eles votavam a favor de fazer a edição ou não. Lembrava que o Peeta votava contra, mas não lembrava do voto da Katniss.
    Outra coisa que eu gosto muito, e não suporto quando o pessoal reclama, é a Prim ter morrido. Quando o povo fica de mimimi “ai, mas agora tudo foi em vão.” ah, “mas a Katniss só se voluntariou pra salvar ela.” yatta yatta yatta bla bla whiskas sachez, e eu fico pensando que não é possível que a pessoa não tenha entendido o verdadeiro propósito por trás dos livros, tudo foi em vão? A revolução SÓ começou porque a Katniss se voluntariou pra ir, sério, quem se importa que a irmãzinha fofinha dela morreu? Ela se importa, claro, mas caralho, falar que tudo foi em vão? A menina foi a faísca que atiçou o fogo que libertou o país da situação que eles se encontravam, por favor galera, vamos entender o propósito do livro, vamos trocar a perspectiva e priorizar coisas em uma escala menos egoísta. E também acho que a morta da Prim afetou muito na decisão dela, na hora de votação, acho que talvez, num ponto de vista da Katniss, se a Prim não tivesse morrido por consequência direta de tudo, no final das contas, a ferida estaria coçando menos. Eu gosto muito do final da saga, até certo ponto, até esse momento, talvez. O restinho que me incomoda que parece que ela correu com tudo pra nos dar uma perspectiva de como ficou depois e ficou meio mal feito, preferia ter ficado sem, mas também não vou reclamar. Also, Finnick <3

    • 6 years ago

      OPA, OBRIGADA <3

      Eu concordo com tudo que você disse. Eu acho que a morte da Prim foi o "fim da inocência/esperança", foi o que fez a Katniss se tornar completamente cética, perder o perdão, perceber que não importa o que ela fizesse, ela nunca poderia salvar quem ela amava. A Prim morreu, a mãe dela ficou louca e não voltou pra casa. O Gale foi o estrategista por trás dessa morte e foi embora sem nem dar adeus, simplesmente se dedicou pra guerra. (Isso quebrou tanto meu coração. Eu gosto do Peeta, de verdade. Mais no terceiro livro que nos outros, mas esse amor que ele sente pelas pessoas, a compaixão, a gentileza, o perdão, tudo isso são coisas que eu admiro e inclusive tento ter. Mas eu me apaixonei pelo Gale enquanto lia, e ele ir embora sem nem encontrar ela de novo quebrou meu coração em mil pedacinhos.)

      E sim, Finnick. Eu tinha CERTEZA que ele ia viver, eu tava lendo na cama e quando ele morreu eu gritei O FINNICK MORREU e comecei a chorar, meu namorado veio correndo e disse "eu sei, eu vi isso na internet, ainda bem que tu não pesquisou sobre ele porque é o primeiro resultado" e ficou me abraçando e me consolando. E cara, a storyline dele pra mim é uma das melhores. Acho que ele é um dos personagens mais bem construídos da história inteira, queria muito saber mais dele!

  • Kaique
    6 years ago

    Gostei do seu texto, concordo com a maioria dos pontos. Mas uma coisa que me deixou extremamente puto e indignado foi esse voto de sim da Katniss sobre os novos jogos. Eu quase taquei o livro na parede de tanto ódio. Apesar de fazer um certo sentido ela ter votado sim, achei isso completamente errado da parte dela. As crianças da capitol são tão inocentes quanto as crianças dos distritos, elas não tem culpa do que os seus ancestrais fizeram. Sério que elas terão que pagar pelos crimes deles? E sério mesmo que a Katniss teve CORAGEM de mandar outras crianças para esses jogos, mesmo depois de TUDO o que ela mesma passou? Entendo que ela ainda estava com raiva por que a Prim morreu (“Eu voto sim.. pela Prim.” não acho que a Prim concordaria com você nessa, Katniss.) e tudo mais, mas ainda assim. Isso faz dela tão podre quanto esse pessoal da capitol. Ela sentenciou essas crianças à morte, do mesmo jeito que eles. Certo é o Peeta – “Foi por causa disso que a gente se rebelou! Vocês se esqueceram?!”. E se a capitol quiser se rebelar? Por que depois dessa eles tem tanto direito quanto rebeldes. E aí? Não. Achei errado. Muito errado.

    Peguei o livro agora e acabei de perceber uma coisa. Como tudo isso foi idéia da Coin, acho que no momento que a Katniss a matou no lugar do Snow, isso desfez o acordo. Esses jogos na verdade não aconteceram. Acho que estava tão cego no meu ódio que não percebi. Isso é brilhante. Talvez a Katniss só tenha dito sim no momento, e então mudou de idéia – por que realmente, com a Coin no comando, seria uma versão rebelde feminina do Snow. Caramba, como esse livro é genial. Agora sim, com essa epifania, posso dizer que achei o final perfeito.

    • 6 years ago

      Sim, eu também acho que se a Prim tivesse viva a história teria sido completamente diferente e concordo muito: isso torna ela igual a todo o resto. E o Peeta ava certo. Concordo completamente contigo. Mas é por isso que eu gosto da frase: “All those people I loved, dead, and we are discussing the next Hunger Games in an attempt to avoid wasting life. Nothing has changed. Nothing will ever change now” – é ela percebendo isso. We are discussing the next Hunger Games in an attempt to avoid wasting life. É a maior contradição de todas, é eles de volta ao ponto do começo dos jogos tendo a mesma atitude. É a completa falta de perdão, e a é a perda da compaixão e da força por justiça que incitou a revolução… mas é completamente humano. Horrível, mas humano.

      Hahahaha, eu não vejo desse jeito, mas acho que é uma interpretação bem plausível. (E cá entre nós, uma coisa que me deixou MUITO PUTA é o Gale ir embora sem nem dar tchau. ELE NÃO AMAVA ELA?)

      • Kaique
        6 years ago

        Sim, sim! É realmente fantástico, como eu disse, faz sentido, apesar de horrível. Enfim, é isso que faz o livro ser bom.

        Gosto do Gale e entendo sua parte no romance com a Katniss, mas achei a construção do romance dos dois absurdamente mal feita, me irritou muito. E não é por que gosto do Peeta. O romance dos dois é necessário, mas porra, pra mim foi frustrante a forma como ele foi feito por x motivos. Mas eu perdôo tudo isso por causa disso aqui: “É uma coisa horrível o que o Gale acabou de dizer, e também o fato de Peeta não refutá-lo. Principalmente quando todas as minhas emoções foram tomadas e exploradas pela Capital e pelos rebeldes. No momento, a escolha seria simples. Posso sobreviver muito bem sem nenhum dos dois.” Palmas, Srta. Collins. Era só isso que eu queria ler. Katniss pode muito bem se virar sozinha, obrigado. Mas enfim, sobre o Gale: acho que depois das bombas, a Katniss não conseguiria mais olhar para ele com os mesmos olhos. Ela sempre veria a irmã dela, e as bombas dele (apesar de não se ter certeza, a dúvida já é demais) e o sofrimento de tudo que ela passou. E Gale percebeu isso. Então já que ela não ficaria mais com ele, ele foi embora e seguiu em frente. Tudo bem que ele poderia ter dito tchau e tudo mais, mas não me importei muito com isso, achei suficiente ele ter simplesmente se mandado. Eles poderiam continuar amigos, mas acho que só a presença dele já torturaria demais a Katniss, que já acabou desgraçada do jeito que acabou. Então não tinha mais por que prolongar isso. Achei bom.

        • 6 years ago

          Nossa, eu achava o Gale um personagem muito mais bem construído que o Peeta – e me apaixonei muito mais por ele. (Na real me apaixonei pelo FINNICK MAIS QUE TODOS, morri chorando quando ele morreu, hahahaha, mas enfim.)

          Mas eu concordo totalmente contigo nesse trecho que você quotou. Eu li (e detestei) a série Crepúsculo por vários motivos que vão muito além da construção dos personagens (e incluem a escrita, os valores passados e muito mais, rs). Mas a Bella era completamente dependente, e o centro da vida dela era o romance e a dualidade entre os dois moços. A Katniss é sempre o centro da história e os dois são coadjuvantes na vida dela – achei sensacional a maneira como o triângulo foi trabalhada. Madura.

          Também acho que eles jamais poderiam ficar juntos depois das bombas e o fim (em que ela fala que ela e o Gale eram fogo, e ela precisava da paz do Peeta) me deixou contente com a escolha. Mas eu amava o Gale. A história dos dois era de anos, o amor que eles sentiam, o Gale olhando pra ela e pedindo SHOOT ME, tudo, tudo. Ele não podia virar as coisas sem nem dar tchau :~ mas enfim, não vejo isso como uma crítica à obra, é mais uma dor que ficou no meu coração hahaha 🙂

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