Musas da Música – TESS PARKS

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Nesse mês que tem o dia internacional das mulheres, quero trazer artistas da música que eu descobri e que merecem atenção. Todas mulheres maravilhosas. E, pra inaugurar, TESS PARKS.

 

Tess Parks nasceu em 15 de outubro de 1990 e foi com 11 anos, em um show do Oasis, que decidiu que iria se dedicar pra música. “No dia seguinte pedi pros meus pais comprarem um violão. Eu sempre adorei música, eu tocava piano e violino, cantava no coral da escola, fiz ballet e teatro… mas foi nesse show que eu percebi que a música era a minha vida.” Ainda bem: com um som cru, baseado em guitarras, e uma voz rouca, seu primeiro disco, de 2013, é uma delícia.

Diferente de mim, ela adora a atitude dos irmãos Gallagher e coloca ambos como uma influência óbvia: “Adoro as letras positivas e felizes, sempre me motivaram”. Mas pra entender sua música, é preciso cavar um pouco mais: Bob Dylan, The Rolling Stones, Spacemen 3, The Brian Jonestown Massacre, Jacques Dutronc, The Creation, Shadows of Knight são os artistas que ela cita. E, depois de divagar sobre músicos, entra em experiências da vida para explicar suas motivações: “Meus pais, na verdade minha família inteira é uma inspiração. Mas claro que tem gente fazendo outro tipo de arte que me inspira também, tem poetas, pintores, escritores, fotógrafos… e viajar. Isso me inspira muito. Relacionamentos também. Ah! E estranhos”. Sorrio. Histórias de desconhecidas na rua é uma das coisas mais belas de se pensar. Cercada de estímulos, ela não se dedica apenas a um tipo de expressão artística: seu blog é lotado de fotos que ela começou a tirar com a câmera do seu avô após ele morrer. “Gosto de documentar tudo, por imagens ou palavras”, ela explica, contando que adorava pintar e desenhar também.

Claro, tudo isso ajuda na hora de escrever. “Começo com poemas que tentem traduzir o que to sentindo, e faço a melodia depois. Outras vezes eu to brincando com o violão e sai algo legal, aí eu me obrigo a adicionar as palavras depois. Mas é difícil explicar, não sei bem como é… simplesmente acontece.”

A impressão que sinto ouvindo o disco e vendo suas fotos é de que tudo é pensado até o mínimo detalhe. O cabelo, a maquiagem, as roupas buscam nos anos 60 sua identidade, mas Tess discorda: “Eu tenho esse corte de cabelo desde pequena! Mas com maquiagem eu adoro brincar, experimentar coisas diferentes”, confessa. Nas letras, a intenção é mais clara: “Eu quero me conectar com as pessoas”, ela fala, trazendo referências sobre vida, morte e o significado de tudo. “A gente não sabe o que a gente tá fazendo, nosso propósito aqui, porque coisas boas ou ruins acontecem… mas eu gostaria de passar, nas minhas letras, que mesmo assim tá todo mundo junto nisso. E a vida é bela”, completa, com uma declaração tão linda quanto suas canções.

O otimismo é presente ao contemplar o cenário atual da música, algo com que muitos artistas se negam a compactuar. “Tem muita gente que não faria sucesso se não fosse a internet. A única coisa que eu queria é que houvesse mais contato pessoal”, ela explica. “Mas tenho muita curiosidade em saber como era o mundo antes disso. Ir pra casa de um amigo e escutar um disco raro. É romântico!”

Falando sobre o futuro, Tess conta que está muito feliz com a oportunidade de abrir para o Jesus and Mary Chain, mas que seu sonho seria fazer um show na reunião do Oasis ou do Spacemen 3. Também conta que tem um álbum com Anton Newcombe (The Brian Jonestown Massacre) que será lançado ainda esse ano e evolui muito o som do seu primeiro disco. “To muito orgulhosa, Anton é genial”, ela fala, acrescentando que está trabalhando também com Anthony Nemet. “Só que com ele é mais rock’n’roll, um pouco garage rock”.

Bom, uma coisa é certa: dela, muitas boas coisas virão.

 

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