Popload Festival 2016: a música é o que mais importa (mas o resto também é mara)

Popload Festival 2016: a música é o que mais importa (mas o resto também é mara)

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(por Clarissa Wolff e João Vítor Medeiros)

Esse texto vai ser daquele jeitinho, nada jornalista musical, tudo uma experiência.

No começo desse ano, escrevi sobre como foi terrível ir ao último Lollapalooza. O lineup do próximo é uma metralhadora atirando para todos os tipos de público. Eu sei como é complicado fazer um festival gigante se sustentar e crescer no Brasil, onde os cachês historicamente altos, a dificuldade do deslocamento e mais vários outros problemas enfrentados por produtores fazem o ingresso muitas vezes encostar no salário mínimo. O que devia ser um absurdo, mas com todos esses custos, não é. Mas o Lollapalooza parece ter esquecido que nasceu da e pra música, e, como o Coachella, tem cada vez mais se tornado uma produtora de dinheiro e de notas pra coluna social.

O Popload Festival, que nasceu modesto há alguns anos e chegou a essa edição levando 8 mil pessoas, parece um irmão pequeno e caçula do Primavera Sound Barcelona. Claro: muito menor. Mas dá pra sentir que cada escolha musical importa. Começando porque não são óbvias: Bixiga 70, que arrepiou fundo, a performática Ava Rocha, a viagem do Ratatat. Até colocar o Wilco antes do Libertines foi inteligente: uma parte do público foi embora depois do Wilco, deixando a pista mais confortável pra pular, dançar e voltar pros 17 anos com Libertines. Aliás, inusitada essa sequência: depois do show impecável e virtuoso do Wilco, os erros, as desafinações, as letras esquecidas e a confusão do Libertines. Funcionou demais.

E a estrutura também foi maravilhosa. Num calorão insuportável com sol forte, o palco fazia uma sombra gigante que não deixava ninguém desidratar. Lounges com lugares pra sentar estavam disponíveis. E os banheiros eram banheiros de verdade, que tinham papel higiênico até o último show. Os preços das bebidas não era muito diferente da balada, mas foram os preços das comidas que me impressionaram: hambúrgueres a 25 reais, mesma coisa que pagamos fora do festival, sem a inflação que costumamos ver. E hambúrgueres de verdade, gourmet, nada daquela porcaria industrializada que muitos festivais insistem em vender. Tinham opções veganas (R$15!!!!!) e vegetarianas também.

Fiquei saudosista do Terra do Playcenter. Mas, como uma imagem vale mais que mil palavras (e é isso que eu gosto de fazer em festival, porque nessas horas deixo de ser escritora)…

Bixiga 70

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Ava Rocha

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Wilco

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The Libertines

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O público

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Que venha 2017!

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MAIS FOTOS AQUI.

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