ENTREVISTA – Björk: “O underground é a minha casa”

Björk dispensa apresentações. A islandesa apareceu pro mundo ainda nos anos 80, à frente do grupo Sugarcubes, mas foi em carreira solo que se transformou em uma entidade. Sua música, muitas vezes complexa e de vanguarda, chamou a atenção do grande público pela originalidade e beleza, duas características presentes até hoje em seu trabalho. LEIA MAIS.

 

Musas da Música – THE TWO TENS

Eu e meu namorado passamos uma hora num quarto de hotel com os caras do The Sonics. Eu tava lá só pra fotografar, mas acabei me metendo e fazendo uma ou outra pergunta que deixavam claro que eu sou feminista. Quando nos despedimos, Dusty me puxou pro lado e disse: “Você curte banda de mulheres fortes? Você tem que conhecer a banda da minha mulher”, e anotou o contato dele e de Rikki, sua esposa. LEIA MAIS.

 

Resenhas de Maio – Jair Naves, Modest Mouse, Sufjan Stevens

O que é essa tal de sororidade e o que ela tá fazendo com o movimento feminista?

A sociedade da supremacia masculina tem uma estratégia importantíssima: a de manter mulheres competindo entre si. Seja através de padrões de beleza inatingíveis (onde sempre haverá disputa pelo posto de “mais bonita”, “mais magra”, “mais gostosa” etc), seja pela crença de que o objetivo da nossa vida é homem (o que coloca a culpa de traições “na outra”, faz amigas brigarem pelo carinho do mesmo cara, enfim), a percepção de outras mulheres como inimigas é essencial. Fora dos ambientes feministas, a expansão do conceito de sororidade ainda é uma urgência: perceber outras mulheres como aliadas é, por si, uma prática de resistência. Porém, dentro do movimento feminista, o termo tem sido distorcido ao ponto de criar consequências nefastas. LEIA MAIS.

 

 

O feminicídio em Juárez e o pacto de silêncio

Hoje, a violência contra a mulher já não é um mistério, um segredo. Já não é mais uma questão a ser escondida – ou pelo menos não deveria ser. Estamos cientes da frequência e das consequências da violência doméstica, estupro, assédio moral no trabalho, abuso infantil. Fenômenos, esses, que sequer tinham nome até os anos 70. O movimento de mulheres teve avanços nos últimos 30 anos, produzindo conhecimento, consciência e resistência. Revelou a teia de cumplicidade – com frequência institucional – que permeia o agressor a continuar agindo com impunidade. Porém, ainda há muito a ser feito. LEIA MAIS.