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Adventureland (2009)

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Assim que nos formamos no Ensino Médio, há uma força nem sempre natural pra que cresçamos. Planos que nem sempre são nossos e, quando nossos, nem sempre condizem com o que nós somos (porque nem sabemos direito o que é). Muitos deles resultados do “processo natural da vida”.

O colégio acaba com as pessoas em uma fase muito heterogênea: alguns preparados e muito animados pro que há de vir, outros muito conectados àquilo. Uns se conhecem, sabem o que querem da vida e para onde querem ir. Outros estão tão perdidos quanto quando entraram, se não mais. E nada disso torna alguém pior ou melhor. O problema é que essa onda grow up atinge a todos de forma forçada. Cada um em uma intensidade, dependendo da mentalidade da família. Mas ninguém escapa.

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É nesse contexto que entra Adventureland, apresentando personagens em diversos estágios, lidando com todos os arquétipos de ensino médio: a gostosona vazia, a mina que fica com fama de puta injustamente, o cara cabeça que ninguém reconhece e as minas passam por cima e zoam, o zoador retardado, o cara mais velho cheio de pose que desvia a atenção de uma garota em relação a um cara realmente legal e, que quando crescer, não será apenas pose. Enfim: as figuras do colégio que todos nós conhecemos.

Tem o feeling de se libertar, querer sair debaixo da asa dos seus pais, viver a vida e descobrir o que ela é lá fora dessa caixinha. Como o filme se dá em uma cidade pequena, tem muito da cultura do Br de a galera se formar já pensando em ir pra alguma cidade maior fazer faculdade, entrar no estilo de vida de morar sozinho e poder fazer toda a merda que não podia fazer quando morava com os pais. Isso é bastante abordado em filmes muito legais no Cine (um exemplo é “Cemetery Junction”, filme dirigido por Ricky Gervais. Pois é, esse bêbado babaca que você via no Golden Globe, que criou o The Office UK e agora tá com a série Derek). Inclusive, chega a criticar esses caminhos tradicionais: Em (uma das protagonistas) chega a perguntar a Brennan pra que ele precisa de faculdade pra sair por aí fazendo seu jornalismo dos sonhos com uma pegada Charles Dickens.

O filme, além de dramático, lida com essas questões de uma forma bem divertida, contando inclusive com Kristen Wiig e Bill Hader no elenco (esses dois são insubstituíveis no Saturday Night Live. Eram os dois piradaços do elenco), que fazem um humor mais pastelão. Fora eles, muitas das cenas divertidas são protagonizadas pelos próprios personagens. Isso é importante porque por mais que a gente pense pra caralho nessa fase, nada supera o quanto nos divertimos mesmo estando na merda (aliás, acho que isso é pela vida inteira. No fundo precisamos admitir que essa insegurança, estar na merda ralando, as brincadeiras sádicas que o mundo nos proporciona, são muito fodas. Por mim, espero que nunca acabem. Segurança suck). Além disso, o filme tem sua pegada comédia romântica, nos faz lembrar como nessa fase pessoas perfeitas umas para as outras se conhecem, mas quão grandes são as chances de elas se desencontrarem, muitas vezes por detalhes).

Claro que o filme tem dessas de jogar coisas precipitadamente no roteiro, ou cenas muito rápidas, coisas bastante infantis, mas que ajudam a nos situar; bastante comum em filmes do gênero (estilo aquela rebeldia inicial de Donnie Darko com os pais. “I’m Reading.. Bitch”).

A trilha sonora é sem comentários. Algumas músicas (as que compõem oficialmente a trilha sonora):

  1. “Satellite of Love” by Lou Reed
  2. “Modern Love” by David Bowie
  3. “I’m in Love with a Girl” by Big Star
  4. “Tops”, by The Rolling Stone
  5. “Just Like Heaven” by The Cure
  6. “Rock me Amadeus” by Falco
  7. “Don’t Change” by INXS
  8. “Your Love” by The Outfield
  9. “Don’t dream it’s over” by Crowded house
  10. “Looking for a Kiss” by The New York Dolls
  11. “Don’t Want to Know If You Are Lonely” by  Husker Du
  12. “Unsatisfied” by The Replacements
  13. “Pale Blue Eyes” by The Velvet Underground
  14. “Farewell Adventureland” by Yo la tengo
  15. “Adventureland Theme Song” by Brian Kenney

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O filme demonstra bem que crescer é algo completamente natural. Não adianta traçar planos ou tentar se forçar a isso.

E que gostar de alguém e receber isso de volta ajuda bastante.

 

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